quarta-feira, 9 de março de 2016

A Ler:


Abandonei rapidamente a leitura de "Ulisses", devo ter lido umas cinquenta páginas antes de me dar por vencido e arrumar o dito e esperar por melhores dias.
Não que a linguagem fosse demasiado elaborada, em termos linguísticos até se lia bem. Mas as falas eram toda e completamente f*cked up... Irritava-me solenemente começar a seguir uma linha de discurso coerente e perder-me por completo em falas que mais pareciam escritas em código.
Para quem já leu Clarice Lispector, bem é parecido. E eu, do pouco que li de Clarice Lispector, não fiquei com uma grande vontade de ler mais ("A Hora Da Estrela"; "A Paixão Segundo G.H").
"Ulisses"  é daquelas obras em que acabava de ler uma página e não fazia a mínima ideia do que se estava a passar... Talvez o timing para começar a ler isto não tenha sido o mais acertado, por isso, peguei no calhamaço e voltei a colocá-lo na estante e encetei este:


Esta é a segunda obra que leio de C.W. Gortner e devo dizer que a publicidade feita ao mesmo no próprio livro é vergonhosa:

"Os fãs de Philippa Gregory vão devorar este livro."

Por outras palavras, é a mesma coisa que dizer "é uma cópia dos livros de...". Já tinha lido outro livro referente à vida de Catherine De Medici ("A Serpente e a Lua - duas rivais pelo amor de um rei" da Princesa Michael de Kent) e achei-o bem mais interessante do que esta obra de C.W. Gortner, talvez por que o homem tenta muito dar uma ideia de misticismo à coisa toda, e falha redondamente.
Se quiserem ler um romance histórico, leiam a obra da Princesa Michael de Kent. Se quiserem ler sobre magia, bem, leiam "A Senhora dos rios" da Philippa Gregory. 

terça-feira, 8 de março de 2016

Falando De Coisas Sérias

Resumindo a conversa que teve com um operador da MEO relativamente a um novo contrato, dizia-me o Senhor meu Pai:

" - Ficámos a pagar menos, incluindo o telemóvel, com os mesmos canais..."

E eu, como pessoa que vai logo ao ponto fulcral da questão, perguntei:

" - Vamos continuar a ter o Food Network não vamos?!"


segunda-feira, 7 de março de 2016

Zayn - Pillowtalk [Video]



A Mãe Sabe Sempre

Falando a brincar da mania do Senhor meu pai querer perder peso a torto e a direito:

" - A culpa é tua mãe, se vocês fizessem aquilo que tu sabes ele perdia peso mais depressa, sabes que está comprovado que ajuda mais do que aqueles exercícios todos que ele anda a fazer..."

" - Então como é que tu és tão magro?"

sábado, 5 de março de 2016

Teorias Da Conspiração

Não acho que seja grande adepto da teria da conspiração, mas de há uns tempos para cá que não consigo ver certas atitudes de certas pessoas como meras acções bem intencionadas sem segundas intenções.

Por exemplo, na mesma semana em que vou ao escritório, dias depois (ontem) liga-me a A a perguntar-me quando é que eu voltaria ao trabalho:


Colegas de trabalho serão sempre aquelas pessoas com quem eu me tentarei dar bem, por que o trabalho assim o obriga, mas (e acredito que as restantes pessoas pensam da mesma forma) se não trabalhássemos uns com os outros, provavelmente não nos sentiríamos na obrigação de sermos simpáticos uns com os outros.


Por isso, mais do que uma atitude desinteressada de companheirismo, esta chamada destinava-se a tirar-me nabos da púcara. E sabe Deus (e eu também) o que me custa ficar calado. Se as coisas ainda estão numa fase embrionária não me sinto na obrigação de as dar como garantidas, além do mais, sei bem as voltas que as notícias dão por aqueles lados e por muito bons amigos que os nossos colegas de trabalho sejam (no geral) não querem que nos dêmos melhor do que eles. "As pessoas querem ver-te bem, mas nunca melhor do que elas" - disse-me o J uma vez e mesmo não o considerando um poço de sabedoria, tenho de o felicitar por me ter deixado a pensar em tal ideia desde então.


Desde que me fizeram a dita proposta de trabalho que até durmo mal e adormeço a pensar nisso.
E acredito que se aquilo for para a frente vou ser olhado de lado em loop infinito, por que vão acreditar que andei a chupar a pila a alguém para lá chegar (coisa que não faria, não há lá ninguém que me desperte os instintos sexuais).


O Senhor meu pai anda a vibrar com a ideia mas eu já lhe fiz ver que o mais certo é aquilo não ir para a frente, mas cheira-me, cheira-me só, que já há gente a mais a saber da dita proposta, e não é pela minha boca.

Proposta Indecente

Convidaram-me para um ménage e ainda me davam 150€.


terça-feira, 1 de março de 2016

Re(Acender) A Chama

Ontem, num acesso nostálgico, enquanto estava no Porto, peguei e enviei uma mensagem ao N.
Independentemente da sua quota parte de filha-da-putice, a verdade é que sinto que perdi muito por termos deixado de falar.
Adorava o sentido de humor dele, era quase como falar com um outro eu. Sei que não é o que deveria procurar, mas a verdade é que mesmos em ter procurado, ele era assim, e eu gostava disso.

No entanto acho que este é um daqueles casos em que, uma vez deixando de falar, as pessoas partem para a outra. Custa-me imenso, por que acredito que, se não esperasse nada dele, como agora não espero, as coisas podiam correr/ter corrido de outra forma.

Na Busca Incessante de Emprego #21

Ontem devo ter recebido a "proposta" de emprego mais interessante de sempre. E veio, hum, da minha antiga empresa.


Sabendo que as pessoas (não só os homens) se apanham pelo estômago, lá lhes fui fazer uma visita e levar um bolo (quem precisa tem de se submeter né?). E num local onde toda a gente passa a vida a comer, querem melhor? E em conversações sobre a época deste ano, pergunta-me a M:

" - Imaginavas-te a trabalhar aqui dentro do escritório?"


Naquela empresa pouco mais alto posso subir. Há uns tempos gostava de ter servido de guia turístico mas rapidamente deixei essa ideia por que em termos de trabalho/ganhos estava muito melhor enquanto vendedor. No entanto meses e meses de calada observação serviram para ver o clima que se vive lá dentro. Dizia-me a M:

" - Eu sei que a A gostava de vir trabalhar connosco mas acho que ela não aguentaria a pressão..."

A pressão que tantas vezes eu via lá dentro, era, basicamente, o "come e cala" que funciona para muita gente, mas que para mim não dá. E eles sabem que eu não deixo nada por dizer...

Outro ponto (dois na verdade) a ter em conta é o fato de não dominar, de todo, o Microsoft Excel e o programa de reservas que utilizam lá dentro.


De qualquer forma não quis dar parte de fraco e informando a M disso mesmo, não disse que "sim" nem que "não", disse um "nim" e deixei o resto nas mãos deles.
Ofereci-me para, se quiserem,, me colocarem lá  uns quinze dias à experiência e se a coisa der para o torto, me recambiarem para as bilheteiras outra vez e ficamos amigos na mesma.

Em casa disseram-me que não poderia ter respondido melhor, e eu quero acreditar que sim.


Se por um lado iria ganhar mais (acho eu), não iria apanhar sol, vento e chuva, iria estar a fazer algo mais dentro da  minha área de estudos, por outro, o volume de trabalho, as saídas fora de horas, o stresse, tudo isso iria aumentar exponencialmente. E, o dinheiro por vezes não justifica tudo.

No entanto a batata quente agora está do lado deles.