sábado, 19 de setembro de 2009

Acabar/Continuar

Não sou masoquistas nem entendo porque o são certas pessoas, não vejo prazer na dor, por muito instrutiva que ela possa ser. ás vezes pergunto- me se será melhor sofrer- se por um momento de prazer ou viver um momento de prazer e sofrer- se o resto da vida.
Há sempre alguém que nos faz querer sofrer. Alguém que nos magoa, mas que nos anima. Alguém que significa muito para nós mas para quem nada significámos. Alguém que parece viver num mundo aparte e no entanto é todo o nosso mundo.
Arrastar situações irremediáveis de que adianta? Sei que é preciso mais do que falar para conseguir abdicar de tudo o que quero fazer. Mas, se abdicar o que me resta? Nada. E, pior do que sofrer por algo que aconteceu por acaso, é sofre por vontade própria. Não quero sofrer, mas cada vez mais sinto que neste encontro há apenas um interesse unidirecional. Acabar, continuar? Quero muito continuar, mas não sei como irá acabar. E, esse é o meu medo e o meu alento.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Parecenças

É incrível como num dia perfeitamente normal se conhece alguém que assume a forma de toda a nossa admiração até ao momento. Igual sem tirar nem pôr. Quando reparo bem nas parecenças só me apetece deitar para trás tudo o que vivi até agora que em pouco ou nada deu e atirar- me de cabeça a esse alguém que mais do que eu, tem idade para ter juizo e está numa posição bem mais complicada do que a minha!
Não sei se ás vezes por tanto se pensar se acaba por transferir para os outros aquilo que desejávamos ver noutra pessoa. Pensar que podia tentar agora e nunca mais andar á procura, tentar agora e nunca mais ter de tentar, tentar agora e levar com tudo em cima. Ás vezes um banho de realidade faz tanto ou melhor do que um pouco de água. Espero é não levar com vários baldes de água fria.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Possessão

Não sei se este é o termo correcto para exprimir o que me vai na alma, mas algo muito parecido deve ser de certeza. Não acredito que alguém consiga possuir outrem, visto que cada um é dono apenas de si mesmo, sendo que mesmo numa relação se tem a falsa sensação de posse que mais cedo ou mais tarde se demonstra ser uma grande mentira, pois ninguém é de ninguém. Por tudo isso é que me sinto tão, não sei, infantil, estúpido, invejoso, não sei acho que esgotei todo o rol de adjectivos que poderia dar á minha pessoa. Mas, o que interessa é que, por muitos adjectivos que eu encontre, por muitas voltas que tente dar ao assunto de forma a suavizar o que quero realmente, não vale a pena. Não vale a pena pois sei o que realmente quero. Quero possui- lo. Quero mesmo. Não aquele tipo de posse que afecta uma das partes, quero que faça parte de mim, quero sair daqui meter- me num avião e ir ao seu encontro. Não passam de cenários e quero mesmo acreditar que um dia se realizará. Se a sensação de ser possuído for equiparável á de se querer possuir, então deve ser destruidora. Mas destroi apenas as coisas más :)

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Cegueira Intencional

Quando estamos completamente vidrados em alguém/alguma coisa é vulgar dizerem que não vemos mais nada á frente. Finalmente percebi o verdadeiro significado dessa expressão. Não sei o porquê de gostar de quem gosto, ou melhor sei, mas não é algo que possa efectivamente fazer dessa pessoa um ser superior aos outros. Acredito que, num namoro, noivado, acha- se sempre o conjugue o mais bonito á face da Terra, mas, por outro lado, não há volta a dar quanto a admitir que há pessoas bem mais bonitas do que aquela que temos ao nosso lado. Ao longo do dia vejo muita gente, pessoas que realmente têm o seu «quê» de interessantes, mas no entanto tudo me parece demasiado, não direi feio, talvez desinteressante. Como disse anteriormente, não considero essa pessoa a mais... no que quer que seja, mas posso garantir sem ter medo de me enganar a mim próprio, que é quem mais me enche a cabeça.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Prescindir do Futuro

Por muito que me sinta sozinho e por muito que anseie pela companhia de alguém, não consigo perceber certas decisões tomadas em prol da suposta «amizade». Custa- me a acreditar que, num meio tão pequeno tantas pessoas tenham a mesma, ah, vocação? Já escreveram um livro cujo titulo era: Não Há Coincidências.E eu também acredito nisso. Como já disse anteriormente, já não abdico de nada por praticamente ninguém e acho ridículo que se prescinda de um futuro só para estar com os ah.... amigos? (raramente uso esta palavra...)
Bem, pelo menos o Sócrates vai ter concorrência de peso, visto que só aqui na minha aldeia há mais engenheiros do que obras.

domingo, 13 de setembro de 2009

Dos 8 aos 80

A vida tem planos bem estruturados do ponto de vista de quem os faz, não de quem os vive. Saio de um momento de puro relaxamento para um replecto de problemas. São tantos que cada direcção não me oferece uma saída mas uma entrada para um novo dilema. E, daqui a alguns dias todos esses problemas serão esquecidos e seguirei em frente. Porquê? Porque é que há necessidade de surgir tudo ao mesmo tempo? De me obrigar a viver num dia o que deveria ser vivido num mês? Quero viver uma vida minimamente agitada, mas não assim...

sábado, 12 de setembro de 2009

Esperar o Nada

Mais um ano lectivo que começa. Acho que é o que menos expectativas me traz. Como já escrevi aqui, já não acredito em grandes mudanças. Já não acredito que as coisas mudem, que encontre alguém. Certo é, que se eu não me encontro receptivo, elas provavelmente não ocorrerão. Mas a questão é, serão realmente mudanças duradouras?
Alegra- me (embora me entristeça imenso por vezes) admitir que já encontrei o que procurava, mas mesmo assim estava sempre desejoso por algo mais. Agora sei que não há mudanças de 180 graus nem grandes reviravoltas, em que os vilões se tornam heróis e vice versa. Tenho a cabeça de tal maneira cheia de preocupações, que a única coisa que anseio realmente é que não corra tudo para o torto.
Acho que não esperar nada não é ser- se negativo. É ser- se realista.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Inveja

Para mim a inveja não é algo necessariamente bom ou mau. Faz parte da vida. Ao longo do tempo aprendi a valorizar o que tenho e concentrar- me no meu caminho, que é só meu e abstrair- me das restantes vias que se cruzam comigo. É inevitável por vezes olhar e verificar que x ou y tem conseguido melhores resultados na sua jornada e não fico feliz por eles. Mas não os invejo. Não acredito no destino mas acredito que há caminhos que não foram desenhados para serem trilhados por toda a gente. Devo continuar a seguir o meu. Irei ver muitos passar- me á frente, irei ver outros ficarem para trás, mas estou tranquilo. Sei aquilo que valo e assim o devem saber todos os os outros.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Fuga

Enquanto vivo restringido ao meu quarto sou feliz. Tenho tudo o que quero, não aturo quem não quero, e, acima de tudo, sou feliz. Mas, lá fora, cada vez mais me fazem perder a vontade de lá estar. Estou cansado dos olhares carrancudos, das zangas que, no fim não passam de mera estupidez, da quantidade de vezes que ouço gritos quando esses não são precisos. Chega.
Quero sair, quero enfiar a cabeça nos livros e só a retirar quando tudo aquilo desaparecer.É incrível como as pessoas conseguem transformar o paraíso num verdadeiro inferno.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

O Primeiro Passo

Acredito que, se não vivermos as nossas vidas, ninguém as vive por nós. Mesmo que nem sempre seja possível, por muitos momentos que desperdicemos, devemos sempre tentar viver ao máximo. Com apenas 19 anos há já muita coisa que me arrependo de não ter feito. E, há uma quantidade de coisas que quero ainda fazer mas que me deixam completamente paralisado. Tenho medo de muita coisa, e, se para os assuntos banais, sou sempre o primeiro a tomar partido, noutros mais importantes, fico sempre á espera que tomem o primeiro passo. Sei que, assim como aqueles que morrem sem fazer o que desejam, mais cedo ou mais tarde me arrependerei de não ter agido quando tinha hipótese. Mas o medo da rejeição é muito grande. Por muitos amigos que se tenha, por muito forte que se seja, a rejeição é algo que custa suportar. Mesmo para quem a suportou toda a vida. Acho que a primeira vez é sempre a que agora se vive, não se aprendeu nada do passado. Ou então, será esta a verdadeira decepção, pela primeira vez na vida. Tenho sempre medo daquele «síndrome da lapa», mas, se é o que realmente quero, porque não? Ás vezes penso que, se não avançar, essa pessoa também não avança e assim se continuará até algum de nós ter coragem para se levantar e dizer «Sim, eu quero, vou lutar por isso» . Poderia fazer uma abordagem casual, sublime, mas do que me serve? Digo o que penso, mas, se o faço, não será mais nada senão uma conversa em que me limitarei a mostrar o meu espólio de fantasias não realizadas e que poderia realizar com essa pessoa. Será que, quando pensámos muito em alguém, de alguma forma, essa pessoa conseguirá sentir algo, uma força, um pensamento? Acho que ser assim me anda a deixar mais maluco do que aquilo que já sou. Alguns passos custam tanto para serem dados que parece que são os primeiros que damos sobre o mundo. Mas, quando esses passos são para a pessoa de quem gostámos, entre ela e o mundo nãoassim tanta diferença pois não?