quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Portugueses Nas Novelas


O meu lado mais maricas, como muitos de vocês sabem, gosta de ver novelas. É um facto, temos pena. Mas ainda não percebi a modinha de agora se fazerem misturas portugueso-brasileiras, fica-se com uma ideia tão deturpada da parte minoritária, a sério.
Eu vejo “Fina Estampa” onde entra o Paulo Rocha. Aqui há dias fiquei parvo [ainda mais parvo] quando num episódio ele disse em menos de cinco minutos a palavra “gajo” mais de dez vezes. A sério? Algum português que viva aqui fala assim?
Mas há mais! Para melhorar há que acrescentar brasileirismos ao que já de si era mau:
“O gajo não atende o celular.”
Opá, alguém conseguiria levar este homem a sério se isto se passasse na vida real?
Portugal e Brasil, a envergonharem-se mutuamente desde há muito tempo.

Curso De Informática


Ontem veio cá um senhor [muito bem parecido por sinal] promover um daqueles cursos de informática que se fazem aqui nas aldeolas a ver se a coisa pegava. Dos vários cursos à disposição um deles encaixava-se naquilo que a senhora minha irmã precisa agora, para mim existia um de nível avançado de Word, Excel e PowerPoint assim como outro ligado a design de páginas web e afins. Como já me cansei de Photoshop, Illustrator, InDesign e outros, torci logo o nariz embora me parecesse interessante ver se não estou assim tão enferrujado quanto penso estar em certas matérias.
O melhor melhor foi quando ele disse o preço dos cursos. Os meus pais, impávidos e serenos não acharam que fosse muito, eu ia caindo da cadeira abaixo pois pelos vistos estes preços já tinham sido bem maiores. Não, não, obrigado por mim. Pela minha irmã é que nem por isso, lá vai ela daqui a uns meses aprender o que não sabe.
E queira Deus que ela não aprenda nem metade daquilo que eu sei ou a mente dela irá ficar tão ou mais corrompida do que a minha, pobre criança.

Sarah Brightman [Video]


quarta-feira, 10 de outubro de 2012

O Livro Que Não Traz Sossego

Há algum tempo atrás coloquei neste post a compra de um livro,  "A Feira das Vaidades", de William Thackeray. Entretanto meteu-se o exame de Estruturas Fonológicas e Morfológicas do Português e nunca mais lhe peguei até esta semana. Ganhei-lhe um trauma que Deus me livre. Pegar naquele livro vai-me fazer lembrar sempre daquele nervoso miudinho de estar à espera de saber se acabava 2012 licenciado ou com um pé fora de casa. A verdade é que me licenciei e agora não consigo ler aquilo, não sei se a principal razão é deveras a que apontei em cima ou se é mesmo por o livro ser muito mau [ou a tradução em si] mas não consigo ler aquilo, ainda ontem vinha a ler na camioneta [viagens longas originam a que se tenha de criar modos de distracção, o predilecto é o mp3, como não consigo dormir nas viagens pelo menos vou embalado] e fiquei entediado em menos de dez minutos. Como diz o senhor meu pai, eu tenho é de ler as coisas da faculdade. Mas é uma pena por que qualquer livro que eu tenha comprado até hoje não descansei até o ler até ao fim [cheguei ao cúmulo de ser proibido de ler por parte do meu pai que já estava farto de me ver agarrado aos livros] e não costumo comprar às dúzias para ler depois, é algo que tenho de fazer no mais curto espaço de tempo. Mas para tudo há uma primeira vez e fico contente por esta nem ter doído muito, talvez por o livro ser mesmo meh, mas uma parte de mim sabe que não vou descansar enquanto não ler aquela porra até ao fim.

PS: Assim do nada aprece que mais uma ou duas almas vieram seguir o meu blogue. Como forma de agradecimento, uma imagem da Consuela:




Kelly Clarkson - Catch My Breath [Audio]

Treino Para A Guerra

Uma das principais razões pelas quais não faço promessas deve-se ao facto de a maioria dessas promessas que se costumam fazer envolverem sempre terceiras partes. Como podemos cumprir com algo que não é nosso? Complicado. 
Nos dias em que me apanho bem disposto digo a mim mesmo que vou tentar conversas sem que estas acabem com um dos lados desejoso de mandar o outro à fava.
Mas é difícil principalmente quando as pessoas fazem da mais simples das conversas um ensaio para a terceira guerra mundial. 
Depois, e como já não existe a obrigação de ir para a tropa eu penso: 
"Vou-me calar, não me alistei para esta merda."

Misha B - Do You Think Of Me [Video]


Mais uma cantora saída do forno que é X-Factor Inglês. O que acho interessante é que nas terras de Sua Majestade nem é preciso ser-se vencedor para se ter sucesso. Já aqui nem os vencedores o alcançam.

P!nk - Try [Video]


"Where there is desire
There is gonna be a flame
Where there is a flame
Someone's bound to get burned
But just because it burns
Doesn't mean you're gonna die
You've gotta get up and try try try
Gotta get up and try try try
You gotta get up and try try try"

Sou da opinião que a P!nk está a fazer o mesmo álbum há anos a fio, mas este refrão é deveras original.



A Desculpa E Pedir Desculpa

Modéstia à parte e como diria Cavaco Silva, "eu nunca me engano e raramente tenho dúvidas.". Não que não me engane, mas na maioria das vezes não é um daqueles enganos redondantes que me obrigassem a enterrar a minha cabeça na areia apra todo o sempre como uma avestruz. Talvez por ter tido essa sorte na maioria das vezes não precisei de passar por aquele momento embaraçoso de pedir desculpa e esperar ansiosamente que a outra parte aceite aquilo que tão relutantemente pedi.
Lembram-se da desculpa tão velha quanto o tempo? Pois era verdadeira, e a culpa era minha. Parte de mim queria ficar calada e a outra sabia que se eu me rebaixasse nem um bocadinho que fosse não me iria fazer mal nenhum.
Conclusão: rebaixei-me e não perdi nada com isso.
Por vezes temos de desmontar dos nossos unicórnios mágicos.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Fugindo Dos Cumprimentos

Manda a boca educação dizer-se "bom dia" ou "boa tarde" quando se encontra ou se se despede de alguém. Agora quando eu vou a despedir-me do agente bancário do stand do Santander [nem sei como se escreve o nome daquela porra] o homem avança para mim neste estilo:


Sério? Tipo, boa tarde, bom dia e tá feito.