Que tipo de blogger seria eu se não falasse do concerto do Justino Bieber? [o facto de o nome dele me recordar um moço que já nem posso ver à frente torna a coisa bem mais irritante]
Mas não vou falar do Justino, ou das suas músicas, ou das pitas. Vou falar das mães das pitas [e dos pitos, por que alguns também foram].
Pelo pouco que consigo perceber do que vai na cabeça daquela gente, hoje em dia ser-se um pai "fixe" é deixar os filhos fazerem o que bem querem, como acampar tipo ciganos de feira durante uma semana à porta do Atlântico. Os pais deixam por que querem ser uns bons pais. E um bom pai deixa fazer as coisas só para não aturar os filhos. É essa a mentalidade dos pais de hoje em dia.
Houve uma altura em que eu queria pintar o cabelo de branco. O meu pai quis ser um bom pai e disse que eu podia pintar o cabelo, mas que mal chegasse a casa enfiaria a minha cabeça dentro da sanita e estaria lá a descarregar o autoclismo até sair a tinta toda. O meu pai é um bom pai.
É nessas pequenas coisas que se vê a diferença de educação no espaço de poucos anos. Hoje, não só os pais deixam os filhos fazerem figuras tristes como também se juntam à comitiva, quantos mais melhor.
Já me envergonho o suficiente de ter sido fanboy assumidíssimo da Briney durante uma porrada de anos. Se tivesse o nome do Justino e um acampamento cigano na minha lista seriam motivos para cometer suicídio
E não se esqueçam que esta pitalhada toda daqui a uns anos vai ter os seus próprios filhos e provavelmente agir tal como os paizinhos e ajudar os seus rebentos a fazerem figuras tristes. Não olhem para mim, por que eu não vou dar essa infelicidade ao mundo.
