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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Fins-De-Semana

Nos últimos anos o fim-de-semana nunca foi a altura da semana pela qual ansiava nos restantes dias. Tinha sempre o dia anterior [ou seguinte] livre o que me servia para descansar e fazer aquilo que me apetecesse na altura.
No fim-de-semana as pessoas não param cá em casa. Não sei como é nas vossas humildes residências mas aqui chego a um ponto que já nem sei onde estão os meus pais. Na garagem, na farmácia, raptados por alliens? Não sei.
Depois aquele eterno dilema: deve a porta do meu quarto ficar aberta e obrigar os meus pais a ouvirem a minha música durante o dia todo ou devo fechá-la e sujeitar-me a não os ouvir quando chamarem por mim? Sim, por que aqui ainda se usa a técnica provinciana de chamar pelas pessoas aos berros. Não ouviste? É por que tens a porta fechada. Acho que é das poucas coisas em que não se reflecte a minha preguiça, quando quero falar com alguém levanto o meu realíssimo e vou falar com a pessoa, não me ponho a berrar como se não houvesse amanhã à espera que por artes mágicas ela me consiga ouvir.
Entreter-me a ver um filme? Óptima opção se não me chamassem [aos berros] pelas razões mais estapafúrdias: para ir buscar batatas, para deitar comida à gata, para ouvir missa, enfim. 
Durante a semana eu faço o que tenho a fazer e faço-o sem problemas por que não tenho ninguém para me chatear a cabeça [e como a minha cabeça é grande devem imaginar o quão chateado consigo ficar] agora com o pessoal todo em casa durante estes dois dias o trabalho duplica enquanto que a minha paciência recai para metade. 
Peço desculpa por estar a amaldiçoar os dias favoritos de 99% dos Portugueses.