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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Um Encontro Para Tirar Teimas

MAIS UMA VEZ AVISO QUE SE GASTOU O STOCK DE BOLINHAS VERMELHAS DO ESTAMINÉ NESTE POST APENAS. PROSSIGAM POR VOSSA CONTA E RISCO. FALO SÉRIO GENTE.

Ele era alguém com quem já tinha falado há muito tempo, num tempo em que eu tinha de sentir aquela atracção louca para justificar sequer um café.  Ele não insistiu, eu não queria saber dele. 
Hoje apanha-me à saída das finanças. A casa dele estava a dois passos da repartição e eu tinha a manhã toda desocupada.


Após dar umas voltas para atinar com o sítio e por invejar as pessoas que se conseguem mover apenas com a ajuda dos mapas, lá cheguei a casa dele. Tinha esperado um bom pedaço para lá chegar a pedido dele, que ainda tinha de tomar banho...

" - Não sei por que é que te deste ao trabalho de te vestir..." - deixo eu no ar...

Não gosto de camuflar intenções. Sei que ele não esperava que eu fosse prestar grande atenção às notícias que estavam a passar no televisor em frente do sofá. 

Ignorando o frio, que por aquela altura era mais psicológico do que por outro motivo qualquer, lá dei por mim despido em cima dele, apenas adiando o momento de o ter despido por baixo de mim.

Eu conseguia gostar daquele corpo. Não era o meu sonho de consumo mas o desejo consegue ser como a televisão e acrescentar sempre um pouco de peso às coisas.

Sei que o ditado reza que "se fazes algo bem, não o faças de graça" mas eu sou generoso e embora se diga que "elogio em boca própria é vitupério" a verdade é que devo ser (minimamente) bom no que faço, pois pouco depois ouço um:

" - Não queres abrandar um pouco? É que se continuas assim venho-me logo..."


(Isso ou o homem sofre de ejaculação precoce)


Quanto a vós não sei, mas nunca sentiram terem uma outra "persona" que faz o sexo por vocês? Eu sinto isso, o que se estaca a passar não era uma necessidade minha. O homem era engraçado, tinha um pau que era um mimo, mas quando EU saí dali, não achei que tivesse estado lá dentro.

Não lhe dei grandes explicações. Ele teve o que queria, eu, quer quisesse alguma coisa ou não, tive o "meu momento"  sem lhe explicar que, para tal acontecido, ou eu estava muito desesperado por afeição (ou a minha outra "persona") ou ele era realmente um santo milagreiro.

Ao ir embora o homem parecia querer desculpar-se de alguma coisa. Não precisava. Era o que eu queria. Era o que ele queria.



A minha preocupação quando sai de lá era onde iria almoçar. Almocei em casa. O dia está feito.

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Dúvida Existencial

Se eu for ao médico e ele me perguntar se tenho uma vida sexualmente activa eu posso dizer que tenho uma vida sexualmente passiva?


segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Ensinando A Miudagem #2

#1 AQUI.

Desta feita a menina não sabia o que era um "botão-de-rosa"
Deu-se ao trabalho de procurar.

" - Só me aparecem fotos de flores!!!!!"

Até que alguém (não eu) lhe mostrou (ou lhe disse) do que se tratava.

" - Ai que nojo..."

Senti-me na obrigação de meter a real colherada:

" - É é, vê-se mesmo que nunca te fizeram um em condições ... Quando te fizerem até cantas... Fala a voz da experiência!"

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Dando Uma "Mãozinha" A Quem Já Usava As Duas

MAIS UMA VEZ AVISO QUE SE GASTOU O STOCK DE BOLINHAS VERMELHAS DO ESTAMINÉ NESTE POST APENAS. PROSSIGAM POR VOSSA CONTA E RISCO. FALO SÉRIO GENTE.

O gay que nunca tentou começar um ritual de pegação num WC público que atire a primeira pedra. (atiro uma pedra a mim mesmo)
Ser-se o "objecto" da pegação não pode contar. Por que se contar eu vou-me sentir uma bicha muito suja.
Depois da pegação no elevador e de uma caminhada que deveria ter como propósito fazer os pensamentos pecaminosos abandonarem as nossas mentes poluídas o homem lá me diz que precisa de ir fazer um xixi. 
Não há nada de mal em fazer-se um xixi. Toda a gente faz xixi.
Entramos num daqueles shoppings que pululam pela Invicta mas que só o são no nome e fomos para o dito wc e mal passo a porta descubro uma vontade louca de fazer xixi que não sabia caber dentro de mim. 
Lado a lado nos urinóis o homem não tirava os olhos do meu instrumento. Como já me viu como vim ao mundo (nu, pobre mas sem ser a chorar) não me fazia grande diferença que olhasse para a minha pila. Ele tem uma bem melhor, mas pronto, gostos não se discutem. Terminado o meu serviço ia devolver a dita ao conforto do seu lar quando reparo que o olhar dele continuava fixo nas minhas calças e que da maneira que ele estava se ia ver grego para voltar a colocar a sua dentro dos calções.



De há uns anos para cá, desde os acontecimentos com o A em que uma pessoa fazia marotices atrás das árvores, que tinha pavor em voltar a fazer coisas menos próprias em locais públicos mas assim como este homem percebe os meus olhares eu também percebi o seu olhar de súplica perante o estado em que se encontrava e o que eu lhe mostrava. Com uma linguagem visual recém-aprendida dei-lhe a entender que continuasse a fazer o que estava a fazer enquanto eu continuava a mover o meu instrumento em movimentos cadenciados e que esperava surtirem o efeito desejado.


Surtiram mesmo. O que eu esperava ser uma provocação infrutífera acabou com uma poça de leite no chão.

" - Até deste um salto quando visto aquilo a sair..."

Claro que dei. ia sujar-me os sapatos todos. Anda uma pessoa a por-se toda bonita para sair e vem um urso esporrar-me os sapatos querem ver?

quinta-feira, 12 de julho de 2018

O Meu Momento "Christian Grey A Papar A Anastacia No Elevador"

Não sejam mentirosos. Toda a gente viu pelo menos um dos filmes da trilogia, as mulheres por quererem um Christian Grey só para elas, os homens por quererem ser o Christian Grey (não tanto para paparem a enjoadinha da Anastasia e mais pelas pipas de massa que o homem tinha) e os homossexuais por quererem ser papados pelo Christian Grey (e um bocadinho de dinheiro também dava jeito eheh).

Se estão lembrados (penso que no trailer do primeiro filme) já dava para ver aquela pegação marota no elevador. Não era cenário que me deixasse a almejar por uma experiência real mas as coisas boas acontecem sem uma pessoa contar.

O mal de eu querer fazer coisas ditas normais com uma pessoa que me faz ter sempre o mastro pronto para o hastear da bandeira é que nem sequer vou a meio da tentativa de viver um dia desprovido de qualquer interacção sexual e já estou a dar aquele olhar de esguelha e a exibir a minha cara de paisagem enquanto passa "Ai se eu te pego" em loop infinito dentro da minha cabeça.

Segundo parece a minha crença em conseguir esconder os meus olhares pegadores não resulta assim tão bem (ou o homem é mais rato do que eu)e lá vai captando o desespero latente na minha pessoa.

Estando no primeiro andar de uma loja estranhei ele querer tomar um elevador para o piso térreo. Quer dizer eu sou preguiçoso mas por um andar... Até que quando entrámos e ele vê que o elevador tem as suas paredes em vidro se começa a rir para mim. E foi aí que eu percebi, criança burra que Deus me livre.


Mas esta vida é feita de oportunidades e surgiu outra poucos minutos (e metros) depois.
Já noutra superfície comercial (pareço o falecido Camacho Costa nos "Malucos do Riso") volta a querer entrar num elevador mas eu, desanimado com a primeira tentativa já nem almejava por outra. Mas pronto, uma vez lá dentro ele manda aquele olhar e eu, coiso e tal... Só se vive uma vez né? E com um Chrisitan Gry bem mais peludo e sexy do que o senhor do filme, quem sou eu para resistir a tais avanços?


Fun fact: Momentos antes tínhamos visto uma t-shirt com "IT'S LIT " (está aceso) estampado bem no centro da dita. Ao sentir que o estrago dentro das minhas calças já estava feito bastou dizer-lhe em surdina: " - It's lit..." . Nestas alturas gosta de me mostrar o seu lado de político, ri-se sempre que me deixa na desgraça.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Abertura De Rabos E Corações

Há pessoas que não precisam da chamada abordagem para "quebrar o gelo"

" - Como me abrias o rabo?"

Oh filho, no dia em que eu aprender a abrir um rabo, o primeiro que irei abrir será o meu, que entre isto e o meu coração não sei qual deles estará mais fechado... 


quarta-feira, 20 de junho de 2018

Sejamos Modernos Mas De Uma Maneira Antiquada!

Já ouviram alguém dizer-vos para se resumirem à vossa insignificância? O homem Português está sempre pronto para dizer que gosta de coisas muito à frente (mesmo que ninguém lhe tenha perguntado nada) mas mete o rabinho entre as pernas quando recebe uma resposta na mesma moeda.

Fulano X: " - Ai conta-me as tuas taras mais íntimas..."
Eu: " - Gosto de levar tareia..."
Fulano X: " - AI NÃO, ISSO NÃO..."


Peço desculpa, não era isto que eu queria dizer. Este pessoal pede cenas maradas e uma pessoa não é marada que chegue para estas almas que estão de visita de um futuro muito distante. Brincar aos médicos. Sim, é isso. Eu gosto de brincar aos médicos. De preferência aos médicos do SNS para ficar quase uma hora à espera, me demorar dois minutos lá dentro e sair de lá com uma receia de Ben-U-Ron.

É só machos lascivos a pulular por aí. Só que não.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Essa Necessidade Premente De Encontrar Alguém Que Não Se Quer Encontrar E Não Se Procura

" .. acho que um dia podes encontrar um gajo para namorar, acredito que consegues (...) por mim, gostava que encontrasses... "


Esta é daquelas alturas em que uma pessoa não sabe se nos estão a dizer a maior mentira do mundo desde que nos garantiam que a parte azul da borracha apagava caneta ou se é uma maneira simpática de nos despacharem.

Gay que é gay tem de foder muito. Parece quase um requisito obrigatório. E (quase nunca) quem quer foder quer ter uma relação. Por isso, foda e relacionamentos (quase nunca) andam de mãos dadas.
É daquelas verdades duras de engolir. Como manteiga de amendoim, mesmo quando não se é alérgico a amendoim mas se fica com a garganta toda empolada após dar uma trinca numa sandes de manteiga de amendoim.

Aqui no Norte só conseguem ser gays comprometidos se forem todos boas pessoas e o apregoarem. Como não é o meu caso tenho mesmo de me ficar pela parte das fodinhas, o que já me qualifica para poder usar uma bandeira com algumas das cores do orgulho gay.

E agora que após uma porrada de anos a tentar não me tornar naqueles bichinhos do National Geographic que fornicam só por que sim e ter arranjado alguém com quem o fazer sem me sentir como aqueles Tarzans desprovidos de conteúdo, tenho alguém que volta e meia se lembra e me manda punhaladas como a que leram em cima.

É quase como lembrar àquela amiga solteira que ela continua solteira. Já pensaram que a vossa amiga solteira tem vibradores que são melhores e menos chatos do que um homem? 
Eu não tenho vibradores, mas sou como essa vossa amiga. Se aparecer alguma coisa uma pessoa tenta. Mas não é preciso que façam macumba nas nossas costas para que tal aconteça, 

Mas homem que é homem não se pode dar ao luxo de ter sentimentos e de ter momentos pirosos sem logo a seguir mandar uma baitada à Ti Zé Macho da aldeia e dizer:

" - Se eles soubessem o cu que andam a perder...."

" - É compreensível, como deves calcular não ando sem calças no meio da rua..."

domingo, 29 de abril de 2018

Será A Vida Amorosa Uma Constante Submissão?

Nos últimos tempos não tenho metido conversa com ninguém. Os "interessados" manifestam-se e fazem a sua "oferta" . E muitos são aqueles que nada têm para oferecer. E eu, o que tenho eu para oferecer? Cortar a vertente sexual logo de início afasta muitos candidatos mas faz ficar outros tantos que, dizem eles, não ficam pelo sexo.

Mas sexo não é tabu e acaba por ser um tema como outro qualquer. E para estabelecer barreiras sexuais (que para mim não são barreiras) lá digo o que faço, o que sou obrigado a fazer.

E a partir daí é todo um mundo sexual que se abre em frente de pessoas que, de sexual, "nada" queriam.

O facto de se dizer que está a chover não indica se se gosta ou se se quer mais chuva. É apenas uma constatação de um fenómeno, que poderá (ou não) ter um prolongamento desejado. Assim é a minha "vida sexual" .

Por razões que a própria razão desconhece, a única "relação" que deu certo para mim foi de submissão. E as pessoas adoram isso. Mesmo que há dois minutos se estivesse a falar a respeito de um cenário amoroso, de uma relação equitativa, a verdade é que a parte do momento em que menciono tal facto o Mister Grey que habita dentro de muita gente salta cá para fora.

É quase como se se estivessem a oferecer para nos trocarem um cromo que já temos na colecção. Para se ter mais do mesmo. Ficam surpresos com a recusa.

Existem muitos ideais sadomasoquistas camuflados de boas intenções ou há um desejo de "possuir" o outro dentro de toda a gente que está apenas à espera de ser acordado por alguém que esteja disposto a submeter-se a esse mesmo tratamento?

terça-feira, 17 de abril de 2018

Perder Tempo Perdendo Tempo

" - Não me façam perder tempo." dizem muitas das almas por esses sítios fora, desejosas por acabar numa cama nos próximos trinta minutos.
Entretanto perdem o mesmo tempo (ou mais) a tentar convencer quem não tem interesse em fazê-lo para depois se aperceberem de que estão apenas a perder tempo....


terça-feira, 3 de abril de 2018

Mostrando Demasiado

O corpo é o que é, vale o que vale, e é apenas um corpo. Já mostrei o meu a tanta gente que perdi a conta. Gente que, volta e meia, lá volta a dar o ar de sua graça.

" - Mas estás apenas interessado em sexo ou podemos combinar um café?" - perguntava eu a alguém a quem já teria mostrado mais do que uma cara e de quem vira muito pouco.

" - Podemos, mas pelo que eu já vi acho que não me ficava só pelo café..."


E subitamente fiquei sem vontade de marcar merda alguma.

sexta-feira, 30 de março de 2018

O Treino Que Leva À Perfeição

Agarrados ao guarda-sol, a medo de ver tudo ir pelo ar com a ventania que se fazia sentir, lá disse à E:

" - Quando me puser a fazer punhetas aos gajos eles até se vão passar com os meus dotes. E eu vou dizer que treinei muito aqui, agarrado ao guarda-sol."


segunda-feira, 19 de março de 2018

Quem Mente?

A falar com o J diz-me ele, sobre aquele assunto que uma pessoa já conhece:

" - ... a puta da idade já pesa..."


" - Fazes-me questionar se és um idoso muito precoce ou se todos os outros idosos são mentirosos ...." - disse-lhe eu logo depois. Por que por essas internets fora o que não falta são sessentões que dizem ter a pujança dos vinte anos, quando ninguém lhes perguntou nada.
Por isso eu pergunto se escolhi muito mal ou se ele é o único a falar verdade no meio disto tudo.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

"Cobro Por Sexo"

Eu sempre disse na brincadeira que, se um dia me visse à rasca no que a dinheiro diz respeito, se tivesse um corpo que valesse a pena ser vendido, venderia. E não censuro quem o faça. Se o produto tem comprador, por que não? Eu só não compro certas coisas por que estou (quase) sempre nas lonas. E por que sou forreta.
Como eu não pensam centenas de "miúdos" de 18-19-20 anos cuja única coisa que dizem sobre si é "cobro por sexo".


Jovem, por que é que alguém há-de pagar por algo que pode ter de borla? Criou-se a ideia de que se é uma grande coisa quando não se é porra nenhuma. Certo de que a beleza está nos olhos de quem vê, mas lord, é cada miúdo mais escanzelado e sem graça nenhuma a achar-se o gigolo do pedaço.... Dou-te cinco euros para ires comprar um brinquedo.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Piadas Colonoscopicas

Como é do conhecimento geral (ou pelo menos do conhecimento de duas ou três pessoas que lêem este cantinho) vou realizar uma colonocopia. Ou, melhor dizendo, irão realizar-me. É, como lhe chamam, meter o tubo pelo cú acima.
Uma pessoa tenta levar a coisa na desportiva e já encetei diversas respostas que poderei dar, eventualmente, aquando a realização do exame, ao qual me irá levar o Senhor meu pai.

Senhor meu pai: " - Não tenhas medo filho..."
Eu (olhando para o tubo) : " - Ai pai achas? Já meti coisas maiores ....Não doeu nada..."

Senhor meu pai: " - Vês filho, não custou nada..."
Eu: " - Realmente pai, quando o J me fodeu da última vez doeu mais..."

Senhor meu pai: " - Oh filho por que é que tu começaste a gemer mesmo anestesiado quando te enfiaram o tubo?"
Eu: " - Sabes como é, força do hábito..."

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Da Garganta Para Fora

Há quem me me ache tarado mas o que não falta na minha empresa é gente tão tarada quanto eu. Não mais. Mandando umas bocas sobre uma senhora, diz o P:

" - Podia-me ao menos ter chuchado aqui na cabecinha..."

O rapaz repetiu aquilo num número de vezes suficiente para eu me virar para ele e lhe perguntar:

" - Ao que tu falas de te chuchar a cabecinha, parece que nunca ninguém te fez uma garganta funda como deve ser..."


quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Bixas Macho

Uma das razões que nunca me fez ser grande adepto dessa coisa chamada "orgulho gay" é o facto de, mesmo se inserindo num meio gay, a procurar gays, as pessoas quererem tapar o sol com a peneira com o máximo de utensílios possíveis.

Procuram homens que sejam masculinos, que não sejam efeminados etc... Se um homem vai ter relações com outro homem, nada muda esse facto. O facto de o segundo não ser tão másculo como o primeiro em nada muda a orientação sexual de ambos. Digo eu.


domingo, 22 de outubro de 2017

O Pedido Do Mestre

Desde que me envolvo com o J que nao nos importámos que o outro estivesse com outras pessoas, chegando a falar dessas mesmas pessoas um com o outro. Hoje pelo messenger lá lhe falei do meu encontro com o H e de como as coisas tinham corrido. Depois de brincar com a situação, pergunta-me se eu gostaria de ir passar uma noite lá a casa.


Por muito que ele mande em mim, há uma grande parte de mim que quer dizer não. E disse-lhe o porquê de assim ser.  É alarmante de certa forma verificar que ha mais de um ano que o coheço e que não sei nada sobre a vida.

" - Se tens dúvidas podias ir perguntando, eu respondia..."

Sei o achei uma pessoa muito reservada e embora nunca se tenha negado a contar-me nada a verdade é que o seu ar nunca me inspirou confiança para lhe perguntar o quer que fosse. E até achei melhor assim, por que quanto mais soubesse talvez mais quisesse. E pedir mais de alguém que já dá tanto, às vezes saí mal. Para além do mais porquê arruinar uma coisa que corre tão bem?

Eu sei que estou a ser pessimista e que a coisa até pode correr super bem e não sei quê, mas não queria arruinar uma das (poucas) coisas certinhas que tenho na vida. Mas também me custa dizer-lhe não.

" - Podes dormir agarrado a mim... não ressono..."


Com um atractivo destes fiquei com vontade....

domingo, 8 de outubro de 2017

Coisas Que Arruinaram Um Fim-De-Semana Dito Romântico

AVISO: No meio da desgraça encontra-se alguma badalhoquice.


O encontro anunciado AQUI aconteceu mesmo. Era tudo tão bom que acabou por correr (quase) tudo mal. Não para o H, que de nada sabe das minhas taras (nem tem de saber, pois são taras) mas para mim que a cada coisinha má que acontecia acrescentava uma pedrinha na minha latinha do "I'm So Done With This Shit" até atingir o número vergonhoso que me permitiu pedir-lhe para me levar embora dali. Até a minha forma pseudo-humorística de contar como tudo se passou é horrorosa. Sinto um bocadinho (muito) de nojo por estar a escrever isto mas sinto que se não escrever tudo o que correu mal (e que já enumerei tantas vezes na minha cabeça) dou em tolo.

A casa (andar dele)... A casa dele... A vista era linda.... Da varanda conseguia ver o mar e foi a ver o mar e com um livro que vi o pôr-do-sol mais bonito de que me lembro. Acho que nunca tinha prestado tanta atenção a uma coisa daquelas... Deu-me tanta calma, uma paz de espírito tal, que acredito ter sido essa mesma paz que me impediu de ter desabado com todas as coisas más que o antecederam (e precederam).

A VERGONHA DO FILHO

Pouco (ou nada) sabia da vida do H, por isso foi com surpresa que acolhi as fotos de um miúdo que pululavam por todo o lado. Não era necessário ser-se Daniel Craig 007 versão calção-de-banho azul para perceber que aquele miúdo era filho dele (embora actualmente ronde mais ou menos a minha idade). Não obstante era o quarto do filho que o H tinha "preparado" para eu dormir, mas a isso chegarei noutro capítulo não menos deprimente deste calvário.


" - Mas Logan, para que te interessa saber se o homem tem um filho? Não precisas disso para teres o homem na tua cama..." - dizem pessoas sensatas como vocês leitores.

Claro que não. Mas senti-me um miúdo, um puto ao lado de um homem que podia bem ser meu pai mas que estava ali para que eu me pudesse deitar com ele.

A VERGONHA DO ACTO SEXUAL

Não tardou muito para que tal acontecesse. Foi logo depois do almoço (para o qual eu nada contribui, assim como o jantar, sendo o típico hóspede de sala).

Contra as paredes contíguas da cozinha até à cama, num quarto sem estores, persianas ou algo que impedisse o calor estival em pleno Outono de entrar pela divisão dentro. Há um misto de ternura e desejo que poucas pessoas conseguem conjugar com destreza. Ele consegue. O que demorei para entender aqueles beijos... Quantas vezes terminei em bicos de pés ou quase a desfalecer no chão por não conseguir aguentar mais um rodo de língua?

" - Por que estás sempre a dizer que "não pode""? - perguntava-me ele a rir-se....

Não podia ter aquilo à minha frente. Aquele corpo que eu já sabia como era mas que nunca tinha tido oportunidade de explorar. E conseguia ver na cara dele que o que quer que estivesse a fazer, estava a fazê-lo bem.  Se assim era por que é que da minha parte não havia reacção alguma? Eu que já não sabia para que lado virar a cabeça à procura de ar que me era roubado em alguma parte do seu corpo.

Diversas vezes ele disse durante estes dias que estava todo podre por dentro. Eu é que estava. Com uma gripe mal curada, uma hemorróida que tão cedo não desaparecerá e um estômago que volta e meia dava mais dores do que as sentidas no orgulho, não sabia o que me consumia mais.

Tinha tudo que queria à minha frente e mesmo assim, nada... Ele, por sua vez, deitou tanta coisa para fora que duvidei que fosse eu o causador de tudo aquilo...

A VERGONHA DA TARDE

Findo o prazer diz-me que precisava de ver uns trabalhos relativos à Universidade. O que era suposto dizer-lhe? Que não o fizesse? Ia dar uma volta à praia sozinho qual bixa solitária numa zona em que não conhecia porra nenhuma? Ainda me perguntou se queria ouvir música ou ver tv mas declinei. Por sorte tinha levado “A Espia da Rainha” já a contar que pudesse acontecer tal coisa e foi o que me valeu. Não sei quantas páginas li durante a tarde. Mas foram muitas. Comecei com o sol a pique e terminei quase com o céu escuro como bréu. Foi a altura em que me disse começar a fazer o jantar.

A VERGONHA DO JANTAR

Vocês, leitores mais acérrimos do blogue, lembram-se de uma bebedeira que apanhei há uns dois anos? Se não se lembram, recordem-na AQUI (ou não o façam, por que esta foi quase igual). Os que não frequentavam o blogue por essa altura, leiam se quiserem. É uma fantástica leitura de WC.
Mas voltando ao que NÃO interessa, eu não bebo muito, não bebo quase nada. Até tinha prometido cá em casa não abusar no álcool durante estes dois dias. E não abusei! Dois copos de Casal Garcia foram o bastante para já sentir as pernas bambas e ter a consciência que a conversa (maioritariamente feita por ele e sobre assuntos completamente banais) iria descambar se eu começasse a falar e a abanar a cabeça. Mesmo estando ciente disso (por que tive de lhe dizer) ainda me quis convencer a ir para um barzito numa praia das redondezas, ao que acedi. Por incrível que pareça nada de mal aconteceu, talvez por ter tido o bom senso de não beber nada lá. E por ter reparado que no meio da pitalhada e gajos que por lá andavam nenhum chegava aos pés dele. Finda uma cerveja e um fino voltámos para casa. Por que depois de uma pausa a vergonha tinha de continuar.

A VERGONHA DA NOITE

Já em casa, mais uma cerveja, um ou outro cigarro já dentro de casa decide-se por unanimidade que era hora de ir para a cama. A escolha do quarto é que não foi unânime.

" - Já me disseram que ressono muito alto, e eu sei que ressono, o que incomoda as outras pessoas, por isso era melhor dormires no quarto do meu filho..."

Tendo eu um pai que é uma réplica humana de um comboio a vapor, sei bem o tormento que é levar com roncos descomunais num quarto contíguo. Mas estava cego demais pelo desejo de estar com ele para optar ficar no quarto ao lado. Tal não importou enquanto a brincadeira durou por baixo dos lençóis mas assim que o fogo se apagou e ele começou a dormir foi digno de gravação audio. Aquilo era muito, muito alto. Para piorar, cada um de nós só conseguia dormir numa determinada posição e mesmo sabendo disso só mais tarde lhe contei o quão burros fomos por termos compactuado em dormir juntos mesmo sabendo que não o conseguiríamos fazer pacificamente.
Não me lembro de quantas vezes acordei, de quantas vezes fui à casa-de-banho. Só sei que quando vi a aurora raiar e pouco depois o seu telemóvel tocar pensei que o calvário nocturno fosse terminar. Mas não foi o caso. Tendo dormido tão mal (ou pior) do que eu, pediu-me para dormir mais um pouco e eu acedi. Só não fiz o mesmo por que depois de acordar de manhã, dificilmente consigo voltar a pregar olho. Por isso levantei-me, vesti-me e fui mais uma vez para a sala, ler até que a vista me doesse, o que deve ter levado umas duas horas, até ele se ter levantado e declarado que eu me poderia ter servido do que quisesse. Eu não queria nada. Queria-o a ele. E quando o tinha, não sabia o que fazer com ele...
Depois de irmos comprar pão e visto que não se calava com a praia, acedi ao seu pedido e com uns calções emprestados (que graças a Deus não me caíram) lá fomos.

A VERGONHA DA PRAIA

Não me caíram os calções como vos disse. Caí eu, impelido por uma vaga no meio do mar. A coisa boa foi ele não ter notado. E eu ter notado o esforço colossal que fiz para não lhe saltar em cima ao vê-lo em preparos de praia. Acho que foi a parte mais molhada do dia. Isso e os meus boxers, que não tive a inteligência de tirar. E a pensar que tinha levado um par suplente que não encontrei, passei o resto do dia com aquilo tudo a badalar. Só para chegar a casa e encontrar uns boxers bem escondidinhos no fundo da mochila, como eu os tinha posto antes de ir.

Voltando a casa e já almoçados, eu estava por um fio para lhe dizer o que vos digo agora. Mas queria ir para casa para evitar mais merda. Por isso o seu trabalho surgiu como a desculpa perfeita para me põr a andar. E qualquer despedida que se preze envolve....

A VERGONHA DA DESPEDIDA

Um beijo. Que se tornou em mais um beijo. Numa mordida. E quando dei por ela, estava eu todo vestido com ele de joelhos a mamar-me. Sabia que se dependesse de mim ele ia mamar mais naquilo do que eu mamo nas gomas que compro na Hussel. Por isso cheguei a um ponto em que tive de o mandar parar, por não aguentar ter de adicionar mais uma desilusão rol. Não aguentava mais.
Durante a viagem pouco ou nada falei. E ele soube notar-lo e dizê-lo. Não me quis comprometer. Até ao fim. Até mesmo no momento em que ao fechar a porta me pergunta:

" - Vamos falando?"
" - Vamos?" - respondi-lhe eu com outra pergunta.

Ele é demasiado educado para continuar a falar comigo. Eu sou demasiado cobarde para continuar a falar com ele. Eu tenho demasiada vergonha de tentar o que quer que seja com ele uma vez mais. Ele é capaz de pensar o mesmo mas não mo dizer. Vai ser mais um caso que se irá desvanecer em pó provavelmente....
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Não querendo desvalorizar toda a seriedade inerente a tudo acima descrito esta é a parte mais séria e que aborda toda uma dúvida que me atormenta. O que se passa? Esterilidade? Demasiado solo player? Renegação de uma relação normal em prol de ser só um escravo sexual? Problemas sexuais? Até já pus a hipótese de ser hetero e não o saber. Será que aos trinta irei descobrir uma heterossexualidade que não sabia que tinha?

Se chegaram até aqui sem batota, obrigado por lerem. Obrigado :)

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

O Encontro Com Mais Suspense De Sempre


" - Os meus nervos, os meus pobres nervos" - dizia Miss Bennet em "Orgulho e Preconceito" . Hoje à tarde também eu o disse mentalmente umas quantas de vezes depois de o H me deixar.



O meu fascínio por homens mais velhos nunca foi segredo para ninguém (só para os meus pais penso eu). No entanto nunca tive algo verdadeiramente excitante com nenhum. Tirando, talvez a minha ida a casa de um para que me desse um livro, livro esse que não encontrou. E, finda a procura do livro, não houve nada para ninguém e cada um foi à sua vida.

Assim sendo, muitos anos volvidos e muita gente volvida também, meti conversa com o H. Podia dizer que ele tem idade para ser meu pai, e, se o dissesse a verdade seria mesmo essa, por que tem a idade dos meus pais e está mais bem conservado do que os dois juntos.

Tendo estado em muitos primeiros encontros quase às cegas, sei que ver uma pessoa numa foto e vê-la ao vivo são duas experiências completamente diferentes. Umas para melhor, outras para pior. No caso dele, para melhor, bem melhor!

Estando à minha espera em frente ao terminal rodoviário, dirijo-me a medo a um homem grisalho, de óculos e brinco na orelha. Era ele.
Primeira impressão? Boa, muito boa.


Por acaso a coisa correu bem, mas, se não tivesse sido o caso, ao menos o almoço teria sido o melhor que comi num encontro. Uns bifinhos com cogumelos e molho de cerveja acompanhados de batatas fritas que quase me esqueci do que queria verdadeiramente comer naquela tarde.


Na verdade, durante o almoço, acho que falamos de tudo menos do que fomos ali fazer. Quanto mais falávamos mais eu me apercebia de duas coisas:

1) Que o homem era demasiado engraçado para que uma pessoa não pudesse não gostar dele.
2) Que ao(s) rumo(s) que a conversa tinha levado, nenhum dele(s) apontava para que eu levasse alguma coisa dali naquela tarde. O que era grave, pois ele já manifestara o seu desejo de me pôr a mão em cima e eu, bicha desesperada de atenção, não me importava nada, depois de ver o que tinha à minha frente, que ele me pusesse a mão em cima.

E pôs mesmo.




Tendo ele de ir trabalhar, e ficando o seu emprego num local que me permitia apanhar o metro para me ir embora, acedi a mais uma boleia sua. Já a meio caminho começa-me a passar a mão na perna e naquela zona "cujo nome não deve ser pronunciado" e, acho que os meus "Não faças isso" eram os "Não faças isso" mais falsos da história das desculpas esfarrapadas. Por que a cada esfregadela que o homem me dava eu me enterrava mais no banco, prestes a derreter-me e a fundir-me com os estofos do dito. Só não fazia mais nada por que se fizesse o que queria, era capaz de ter acabado com a vida dos dois ao fazê-lo embater em alguma árvore. Até que chegámos ao destino dele e lá pensei eu, pobre criança inocente no carro do predador:

" - Bem, aqui em frente ao seu local de trabalho o homem não vai tentar nada..."

Convite para ir a casa dele, pena por não puder ser já amanhã e quando eu já ia para levar a mão ao puxador, qual momento Hollywoodesco, diz-me ele:

" - Ah, e antes que me esqueça......."

E pumba. Espeta-me um beijo que só não me apanhou mais de surpresa por estar à espera dele há quase duas horas.


Se pensava que estava em terreno perigoso para fazer tal coisa, não se parecia importar. Continuou e eu, já mentalizado de que não me podia afundar mais no banco, só me limitava a tentar leva-lo comigo. Durou um tempo inimaginável mas acabou tão depressa como começou.

" - O resto só em minha casa." - avisava-me ele a sair do carro enquanto eu repetia:

" - Não se faz isto a uma pessoa, não se faz..."

Mas ele fez. E estou tentado a aceder ao seu pedido para que ele possa fazer o resto.