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quinta-feira, 25 de julho de 2019

Os "Agoras" Que Deveriam Ser "Sempre"


Partilhei esta citação há um ano no Facebook, não sei com que propósito mas parecia uma espécie de exercício de adivinhação para o anos seguinte.

A capacidade de permanecer em situações que muito certamente irão resultar em nada (ou em algo bem pior) é enorme. Por que acredito que irá ocorrer alguma coisa que irá fazer virar o jogo. Por que acredito que não mereço melhor ou por que acredito que um dia qualquer chegará com uma solução profética para todos os problemas que uma pessoa faz por ignorar.

Porquê insistir numa "relação" (ou o que lhe queiram chamar) com alguém que para estar comigo se tem de meter dentro de um avião e fazer duas horas de viagem?


Perguntando a alguém que percebe mais do assunto e que coloca as coisas preto no branco, percebo que excluindo as hipóteses de eu ir viver para Londres e de ele vir viver para Portugal, o que resta é, hum, isto.

" - We work with what we have." - diz-me ele muitas vezes.

O que poderia ser bem menos caso ele nem sequer pudesse cá pôr os pés.

Mas cada visita traz questões diferentes, questões que não seriam tão bem recebidas se se tratasse de outra pessoa.

Por que o "para sempre" irá incluir em si muitos "agoras" menos bons convém dizer que os "agoras" destes dias não deveriam ter essas nuvens negras como pano de fundo.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Um Rewind De 2018

O ano passado foi ASSIM.


É sempre um contrasenso dizer que não dou importância à passagem do ano e depois vir para cá fazer um balanço do ano. Pontos para mim.

Pontos para 2018 por ter acabado também. Ou para Dezembro, que nunca mais acabava.

2018 foi aquele ano que com uma atitude "que esta porcaria vá toda para as urtigas" passou a correr 
Depois de praticamente cinco anos numa sucessão de entra e sai finalmente passei aos quadros da minha empresa, o que me tirou um peso dos ombros que nem vos passa pela cabeça. Contudo foi também o ano em que melhor consegui separar as águas relativamente ao que é o meu trabalho e o que é a minha vida. Passei a não viver para trabalhar, tão pouco trabalho para viver. Foi um equilibro difícil de ser conseguido mas cheguei lá.

Não posso dizer que avida tenha sido particularmente má para mim em 2018. Com o ano a acabar lembro-me de uma música de uma das bandas que sigo há muito tempo, Fireflight, em que se diz que as lições mais difíceis fazem a diferença, e que a diferença as faz valer a pena (The hard lessons make the difference And the difference makes it worth it). Quantas vezes me veio à cabeça a voz do meu mestre:

" - Tu não tens sorte nenhuma puto..."

E acreditava veemente nisso. Ainda acredito um bocadinho (muito)mas depois de tantas cambalhotas uma pessoa aprende a dar a volta por cima mais depressa. 
Uma das razões por que o 24601 me é tão pessoal é o de me identificar com a história de alguém que, por o mundo lhe ter virado as costas, também acabou virando as suas também, a mágoa não nos dá livre acesso para o mal tratar de terceiros. Quero acreditar inclusive que passei a ser uma pessoa um bocadinho melhor. Não é como daquelas vezes em que digo isto no trabalho e toda a gente (incluindo eu) se ri a bom rir.

Com tudo isto chega 2019.


O que é que há para o ano? Se não me furarem os planos há uma viagem de cinco dias a Florença em Março!


Embora tenha passado aos quadros da empresa se 2019 me trouxer algo melhor no sapatinho eu bem que troco de calçado caso o mesmo me sirva.

Quanto aos amores, vou focar-me na busca de um relacionamento engraçado, por que se os relacionamentos sérios me fazem rir, com um engraçado ainda acabo com o pé na cova mijado de riso. Vai valer a pena.


2019 só peço que me tires esta vontade louca de fazer outra tatuagem, não é pedir muito. Obrigado.

Obrigado a vocês também, obrigado e voltem sempre!

sábado, 29 de dezembro de 2018

O Rapaz Do Trigo Que É Um Pão #10

#9 AQUI.

Quando eu for grande (maior) quero ter a inocência deste rapaz. Sabem aquelas pegadinhas que uma pessoa conhece de trás para a frente mas que nem todos tiveram ainda a sorte de ouvir?

" - Olha lá J, tu no próximo ano, neste dia, tens alguma coisa marcada?

(momento de silêncio enquanto o trigo dá a volta ao miolo)

- Não, acho que não...

- Óptimo! Queres comemorar um ano de namoro comigo?"


O rapaz só não respondeu logo pois como é gago ainda tropeçou nas sílabas...

domingo, 23 de dezembro de 2018

A Boa E Velha Festa

Há vezes em que uma pessoa tem de ceder ao politicamente correcto e mandar aquelas mensagens da praxe para não ficar mal na fotografia. Como no outro dia, em que mandei uma mensagem ao J a desejar-lhe bom Natal. Nada de fodas, nada de marcações. Era só mesmo para desejar boas festas ao senhor.

O homem lá quis saber da minha vida e à medida que lhe ia contando apercebia-me da quantidade de meses em que não trocámos palavra. Não lhe tinha contado da minha passagem a efectivo, da minha viagem marcada a Florença... Ele só sabia que durante todo este tempo tinha existido mais alguém na fotografia. 

À medida que me ia fazendo perguntas às quais já nem me apetecia responder, lá disse:

" - Tu dizes que estás bem mas tu não estás bem..."

Já estava no modo Castelo Branco:


Não faltou o seu:

" - Oh puto tu não tens sorte nenhuma..."

" - Ainda te hei-de apanhar a jeito mais vezes..." - diz-me ele.

E eu remato com uma lição da rainha Philippa Gregory:

"- Eu posso fugir mas no fim tu tens sempre de me apanhar..."

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Soma & Segue Na Desgraça

Quando mais um decide não dar mais ares de si e eu tento fingir que estou surpreendido por um ou dois minutos para depois me mentalizar que o homem batia mal da moleirinha todos os dias.


segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Movido Pelo "Medo"

Costumo dizer que já não há nada que me possam comer que já não tenha sido comido, mas ainda há pessoas que conseguem inspirar medo. Não aquele medo do completo desconhecido como tantas vezes acontece perante situações novas. É o medo de não conseguir ver para além do secretismo. O secretismo formal assusta muito mais do que o falatório que tem como principal objectivo intimidar quem o ouve.

Já aqui disse que as coisas correm bem até ao dia em que correm mal. E estão a encaminhar-se para correr um dia destes. Eu não aprendo.


sábado, 8 de dezembro de 2018

O Vidente Amoroso

Claro que durante o processo de conhecimento do outro uma pessoa irá dizer/escrever coisas parvas. Como o senhor DESTE encontro que hoje me manda uma coisa destas:

" - Eu sou melhor do que tu poderias desejar...."

Eu? Não lembro de ter desejado nada não...


terça-feira, 4 de dezembro de 2018

O Jardim Do Outro Lado Nem Por Isso É Mais Verde

Ter uma fraquinho por alguém da concorrência? Quem nunca? Nunca pensei é que o homem também jogasse na mesma equipa.... Eu parecia a Rosa Mota a dar ao pedal para ganhar a outra maratona... Andava de olho no homem faz tempo, a vê-lo montar o quiosque por onde passo para ir trabalhar e pensava:

" - Olha que cabelinho cinza tão engraçado..."


Vai que é só o cabelinho cinza que é engraçado.  Para ser franco o homem também não foi muito à bola comigo quando apareci no quiosque dele (como tínhamos combinado) para que ele pudesse confirmar que efectivamente não me conhecia, nem sequer da concorrência.

Nunca vos aconteceu ter uma conversa completamente banal com alguém, mas só pela forma de falar do vosso interlocutor perceberem que, mais cedo ou mais tarde, iria sair um coelho com raiva de dentro daquela cartola? O homem meteu-me um bocadinho de medo e como eu me borro com a maior das facilidades (mesmo tendo prisão de ventre) nem sequer insisti mais.

O homem também não. É bem. O amor é como os peidos. Quando são forçados dá merda.

Isto também serve para alertar quem possa cair no erro de tentar engatar alguém que trabalha num local mesmo acima do nosso e por quem tenhamos de passar (quase) todos os dias mesmo que a coisa não dê em nada. Aprendam que eu não duro sempre (Graças a Deus).


PS: Ando a escrever muitos palavrões. Mas sou boa pessoa, acreditem. Eu acho que sou. Dizem que sou.

domingo, 25 de novembro de 2018

O Encontro (Menos) Molhado De Sempre

Quando a agenda de ambas as partes é um verdadeiro caos uma pessoa arranja-se como pode. Podia era arranjar-me para sair num dia em que não tivesse chovido a cântaros, como foi o caso de ontem.
Depois de um dia em que a ameaça de chuva se tinha tornado uma realidade e desaparecido pouco tempo depois, ainda era para ter dito ao homem para vir ter comigo ao trabalho, mas pensei que se a primeira regadela que ele levasse à minha pala fosse proporcionada pelo São Pedro eu não ficaria satisfeito comigo próprio.


Mas fiquei satisfeito com o senhor ora. Ou talvez não. Ainda tenho mixed feelings. O problema de procurar pessoas mais velhas é o de não querer aceitar que, no final, haverá aquela diferença de idades que poderá (ou não) ser constrangedora. Por acaso ontem foi.


Fechados dentro das quatro "paredes" do carro dele enquanto chovia lá fora quanto mais ele falava mais eu me capacitava de duas (três coisas vá):

1) "Lord Jesus eu pareço um puto a falar com ele, só falta contar-lhe qual foi o lanche que levei para o infantário hoje... Será que posso parecer mais infantil? Posso?"

2) Que os quarenta e muitos que o homem tinha, tinha-os mesmo... Física e mentalmente. E que com aquela postura eu estava sempre à espera de uma reprimenda por me estar a portar mal.

3) Que ele não devia ter reparado na quantidade de vezes que o olhei de cima a baixo e me controlei para não lhe saltar para cima por que, coisas da vida, a carne é fraca. A minha. A dele parecia bem boa.

Com tanta chuva que caiu e eu cheguei a seco a casa. O homem quase que me dava uma medalha pelo meu auto-controlo. É bom que dê. Custou para caraças.

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Jogar No Outro Campeonato

Quando eu, que estou na merda, e a C, que na merda está, começámos a ir embora juntos e começo a ter pensamentos heterossexuais dentro de mim...


Não tenham pena de mim, tenham pena dela... A miúda tem 18 aninhos... É demasiado nova para ficar traumatizada para a vida toda...

domingo, 21 de outubro de 2018

Uma Beleza Que Abre Portas [E Que Dá Muitas Coisas De Borla]

Conhecem aquelas pessoas que basta abrirem a boca que o mundo só não cai aos seus pés por que já está tudo de rastos? É. Eu pensava que era só a minha mãe que contava a vida toda ao padeiro em troco de um pãozinho mas parece que fui arranjar alguém com um talento nato para cair nas boas graças de toda a gente.

São as mulheres nos restaurantes de fast-food que lhe dão molhos, é a senhora da SWATCH que me conserta o relógio quase de borla por que ele lhe dá duas de letra, é a velhinha da Worten que só por que ele lhe apanha a bengala do chão lhe conta  a vida dela toda....

Ser o cliente simpático era o meu trabalho. 

" - Tu devias ficar contente por as pessoas gostarem de mim!" - diz-me ele no meio da rua em jeito de desculpa.

" - Eu quero é que elas se danem todas... Tua abres a boca e elas derretem-se todas... Arranjem um para elas... E tu tens de dar letra a toda a gente..." 


Eu hein.... Devo ter cara de microondas, ando a aquecer para os outros (as outras, ainda para mais) comerem.

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Coisas Para Partir

Lembro-me de no sétimo, oitavo ano, os meus colegas terem uma brincadeira parva que consistia em agarrar as pessoas por trás, colocar os braços em volta do outro e fazer força. Fizeram-me isso uma vez. Lembro-me de que se ouviu um estalar de ossos e que o colega que me fez a partida da moda recuou pálido de medo, receoso de me ter partido alguma coisa. Não me tinha doído nada. Recordo-me do olhar assustado que ele manteve durante um ou dois minutos, e mesmo após lhe assegurar que estava bem creio que não ficou muito convencido.

Avancem uns anos na história. Tenham uma cama como cenário de fundo, mas agora quem me toca fá-lo com o meu consentimento. O toque consentido causa muito mais estragos do que a brincadeira infantil de há uns anos atrás. As pessoas ainda se continuam a assustar com o resultado dos seus toques. Ainda se afastam e perguntam se estou bem, com medo de terem partido alguma coisa na minha pessoa.

Quando tudo se resumia a uma brincadeira de crianças o máximo que me podiam partir era um ou dois ossos. Era tudo mais fácil.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

A Caminhada Da Vergonha

Todos vocês devem conhecer pelo menos um casal em que um dos intervenientes diz coisas parvas sobre o parceiro como:

" - Ele fica tão fofo quando (inserir actividade aleatória completamente banal)."

Aí nós rimos a bom rir e não julgámos (pelo menos em voz alta) por que as pessoas repararem e fazerem alarido relativamente a actividades corriqueiras é desnecessário.

Desnecessária também foi a vergonha que passei na pizzaria quando fui pagar a conta do almoço de hoje. Se calhar não passei vergonha nenhuma por que ninguém estava a olhar para mim, mas como aqueles dois minutos pareceram quase duas horas há sempre uma remota possibilidade!

Voltando ao assunto inicial, sobre actividades aleatórias que despertam o interesse, eu acho que já disse aqui (se não disse digo agora) que acho a maior das graças quando o vejo comer.
Atenção, não sou desses malucos que só mantêm as mulheres para a engorda e as entopem com comida até parecerem um bolo espalmado. Só acho mesmo piada ao ar despreocupado do homem a comer. Ele presta tanta atenção à comida (embora também me coma bem a mim) que muito provavelmente se esquece que eu estou ali e pronto, eu acho piada. A vida tem sido tão madrasta para os dois, sempre a encher-nos as cabeças com porcarias que não conseguimos resolver, que pelo menos na hora de comer a dele consegue abstrair-se de tudo aquilo e concentrar-se apenas na comida.

Pelos vistos também eu o consigo fazer. À falta de pizza no prato (visto ter acabado as minhas fatias primeiro) concentrei-me no "outro prato" e ao ser informado de que para pagar com cartão me teria de deslocar da mesa atá ao balcão (uma distância ínfima, nem cinco metros deviam ser) eu, criança burra que Deus me livre, levantei-me.

É, é isso aí. Botem uns calções de praia e um pau de vassoura na horizontal e já estão a ver o filme.
Eu é que de tantos filmes que fiz na cabeça quando me levantei já só pensava nas pipocas. E em ir-me embora dali.
Espero que ninguém tenha visto.

domingo, 9 de setembro de 2018

Há Que Saber Mentir

Aqueles dois microsegundos entre uma revelação e o aguardar de uma resposta já mostram que esta não será positiva.
Como a minha ao novo penteado dele.

" - Pronto já vi que não gostas..."


" - As pessoas até dizem que pareço mais novo..."


Essa vontade louca que as pessoas mais velhas (tão boas) têm de quererem parecer mais novas (tão meh). Lembra-me uma semana há anos atrás em que o Senhor meu pai decidiu deixar crescer a barba de forma a parecer mais novo e de cada vez que nos reuníamos para jantar a Senhora minha mãe ria-se a bandeiras despegadas na cara dele...

No background consigo ouvir a voz do outro senhor "não havia necessidade...". Mas passadas umas horas a coisa já estava na mesma outra vez. O Senhor meu pai costuma dizer " tenho cabelo no cu e cago nele" por isso a importância que damos ao cabelo é um tanto ou quanto desmesurada.

O traumatismo foi tal que ao final da tarde este corpo já parecia um edifício estatal cheio de locais para hastear as diversas bandeiras desta vida. Ou seja, a coisa está na mesma. Só com uns quilos de cabelo a menos.

Mas este episódio serviu de lição. Eu não minto assim tão bem. Ou ele é mesmo muito bom a detectar mentiras.



segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Iludindo As Multidões

Estou tão habituado a ser olhado de lado desde pequenino que agora a coisa "me passa ao lado". E se estiver acompanhado não reparo mesmo. Mas há quem repare.

" - As pessoas olham para nós...
- O culpado és tu, andas sempre todo arranjadinho...
- As pessoas olham para mim e para ti e reparam que eu sou mais velho do que tu...
- E depois? Não me digas que agora queres passar por meu pai não? Logo tu que estás tão bem conservado"

Eu hein? Devo ter cara de Oliver Twist.



sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Se Não É Oficial Não Conta

" - Quando se é a sério não há indefinições. Digo eu."

Nunca tinha estado com o C. Tinha-o visto ao longe na sua última vinda ao Porto, e ele, sabendo que eu fazia questão de o conhecer da próxima vez que ele cá viesse lá me disse que estava cá com a mãe.

Há meses tínhamos andado a "brincar" com coisas que ao vivo poderiam não resultar e, não querendo dizer que as coisas poderiam não resultar, a verdade é que não queria sequer tentar.

Numa resposta lá lhe dei a entender de uma forma evasiva que havia mais alguém pelo meio.

" - Tens namorado? Wow"

Acho que fez uma festa maior do que eu.

" - Chama-lhe o que quiseres..." - disse-lhe eu

É no seguimento da minha resposta que aparece a citação que inicia esta publicação.

Parece que as pessoas ficam magoadas por sermos felizes. Por não querermos abrir mão dessa felicidade por algo que pode até ser prazeroso mas efémero. 

E há a evocar a preocupação com os rótulos. Por que se as pessoas não são um "casal", não são "namorados" não são "nada", o que se passa, o que se sente, vale o que vale.

Está toda a gente tão preocupada com a nomenclatura das relações humanas que se esquecem que atrás de uma relação dita oficial por vezes não há nada. E que por trás de algo sem nomenclatura estão sentimentos, momentos e outras coisas mais, que uma pessoa não consegue deitar a perder por alguém cujos únicos bens que quer perder são as peças de roupa que traz consigo.

Ainda passei por ser o mau da fita.

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

O Pico Do Calor

Por muito que vos custe a acreditar há pessoas que trabalham ao ar livre mesmo com o calor abrasador que se faz sentir. Eu sou uma dessas (in)felizes pessoas. Mas nenhum pico de calor será maior do que estar a torrar ao Sol a meio da tarde e receber uma mensagem a dizer:

" - Estou a morrer de calor, estou todo nu deitado na cama..."

Pois, obrigado. Ainda pedi para ver mas nada. Se já estava com calor então depois é que fiquei em brasa....


sábado, 18 de agosto de 2018

Aquela Atenção Aos Pormenores

Eu sou aquela pessoa que suja a roupa, guarda-a suja no guarda-roupa e se for preciso volto a usá-la sem reparar nas manchas. Mas há manchas que não passam despercebidas.
Como hoje, quando ao comermos um gelado no KFC me deparo com uma mancha na camisa dele:

" - Olha, sujaste a camisa..."
" - Que merda, e eu com tanto cuidado para não a sujar..."

A coisa podia ter acabado por ali. Mas quem sou eu se não puder tornar um incidente comum numa situação embaraçosa para mim próprio? Não seria eu né?

" - Acho que sabes que eu só reparei na mancha por que estou farto de olhar para as aberturas da tua camisa para poder ver o teu peito..."

" - Eu sei, por isso é que já vim de camisa..."

Por isso não me julguem. A culpa não é só minha.


sábado, 11 de agosto de 2018

Quem Tem Medo Do Lobo Mau?

Uma pessoa sabe que já fez relatos sentimentais sobre pessoas muito sui generis quando ao falar sobre um novo interesse amoroso me respondem:

" - Até tenho medo!"


Epá eu também tenho medo. Mas também tenho tesão. E neste jogo do pedra-papel-tesoura para gente grande o tesão vence o medo.

terça-feira, 31 de julho de 2018

Uma Reviravolta Peluda

Sabem aquela ideia de "ah e tal se eu não namoro com fulano posso dizer-lhe tudo" ? 
Por favor digam-me que não fui o único homem a dizer ao seu "amigo colorido" que me andei a entreter com material de outros homens.
Juro que não disse para criar ciumes. Por que eu é que tenho de fazer cenas dessas.  Mas pronto.


A parte boa é que, movido por tal sentimento, me quis mostrar o seu material desta feita.
Sou péssimo no que toca a relacionamentos mas quando chega a psicologia invertida já devo estar uns passos mais à frente.

PS: Quem inventou a expressão "um pedaço de mau caminho" tem de conhecer este urso de que vos falo. Ele não é "o pedaço do mau caminho", é a auto-estrada toda. Quem inventou a expressão "quem tem uma mãe tem tudo" também poderia estar a falar de ursos. Por que quem tem um urso tem tudo.