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terça-feira, 14 de julho de 2015

Introducing: Zephyrium


With the constant need to make everything avaliable for anyone there's an awareness of captivating larger audiences to listen to classical music.
Sadly most projects end up messing up the classics and there is too little of classic in them.

Zephyrium, a North-American two pieces duo consisting of Michelle Haché (vocals) and Derek Smootz (electronics)  one step back and two septs forward towards a million crossover projects and then there is Voyage, their debut album.

They went to the deepest of the roots of classical music when it came to choose the songs featured in "Voyage", as far as they cover a great bunch of classical composers giving them the ambiental vibe that i recall from Sleepthief's songs. Even though i have already listened to most of the songs there is no denying that they received some majestical touches making it feel like the first time when i listen to them. Is not it that makes music worth it? 


Michelle's one of the few singers in whom i truly sense the classical training which gives the listener the feeling of listening to some true gem and not some facade singer. (that already performed in several plays such as "The Sound of Music" and "Ida" ) Hands down to a singer who can perform in several languages with a proper diction. Expecting something in Portuguese on the next album. 

The ambience created around the songs by Derek's keyboards melts with Michelle's voice and as time passes the songs seem to fly by.
It is very interesting, from a listener's point of view, to recall the influces of different genres while listening to one single song and still feeling like they all come together to build a one-piece track. 


Such a brilliant surprise for which i thank Derek for giving me the pleasure of reviewing it.

For those of you who feel curious about this project, feel free to access their Facebook page as well as their official website. "Voyage" will be avaliable for purchase tomorrow.

Below there is a track from Derek's band Longing For Orpheus, "At Sea", the first collaboration he did with Michelle, that can give you a glimpse of what Zephyrium have to offer.


sábado, 21 de dezembro de 2013

Balanço Cd's 2013

Como no ano anterior, este ano fica a lista daquilo que foi saindo e que fui ouvindo com as reviews que escrevi. A maior surpresa? Danielle Bradbery. A maior banhada? Hurts, esperava muito mais do seu segundo álbum.

2Cellos: In2ition
Amberian Dawn - Re-Evolution
Avril Lavigne - Avril Lavigne REVIEW
Bastille - All This Bad Blood
Bastille - Bad Blood
Blue - Roulette REVIEW
Blutengerl - Monument
Britney Spears - Britney Jean REVIEW
Capital Cities - In A Tidal Wave Of Mistery
Cassadee Pope - Frame  By Frame REVIEW
Colton Dixon - A Messenger
Danielle Bradbery - Danielle Bradbery REVIEW
Dead Silence Hides My Cries - The Symphony Of Hope
Delain - Interlude
Demi Lovato - Demi REVIEW
Diana Vickers - Music To Make Boys Cry REVIEW
Ellie Goulding - Halcyon Days
Emmelie De Forest - Only Teardrops REVIEW
Emmy Rossum - Sentimental Journey
Fifth Harmony - Better Together [Ep]
Fifth Harmony - Juntos [Ep]
Hell - Curse And Chapter
Hurts - Exile REVIEW
Isahn -  Das Seelenbrechen
James  Arthur - James Arthur
Janet Devlin - Hide And Seek REVIEW
Janet Devlin - Nothing Lost [Ep]
John Newman - Tribute
Josh Rouse - The Happiness Waltz
Katy Perry - Prism
Kelly Clarkson - Wrapped In Red
Kerli - Utopia [Ep] REVIEW
Kimberley Walsh - Centre Stage REVIEW
Lady Antebellum - Golden REVIEW
Lady Antebellum - Golden Deluxe
Leaves' Eyes - Symphonies Of The Night
Leona Lewis - Christmas, With Love
Little Mix - Salute
Luc Arbogast - Odysseus
Lucy Spraggan - Join The Club
Mark Owen - The Art Of Doing Nothing
Miley Cyrus - Bangerz
Pablo Alborán - Tanto [Edición Super Premium]
Rebecca Ferguson - Freedom
Robin Thicke - Blurred Lines
Sarah Brightman - Dreamchaser REVIEW
Selena Gomez - Stars Dance REVIEW
Sirenia - Pearls Of The Deep Blue REVIEW
Skillet - Rise
Tarja - Colours In The Dark REVIEW
The Band Perry - Pioneer REVIEW
The Killers - Direct Hits
The Wanted - Word Of Mouth
Thompson Square - Just Feels Good REVIEW
Tim McGraw - Two Lanes Of Freedom
Tristania - Darkest White
Will.I.Am - #Willpower
Within Temptation - The Q Music Sessions
Zendaya - Zendaya

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Uma Proposta Anedótica

Recentemente respondi a um anúncio de uma revista de música que pedia colaboradorespara diversas áreas, notícias, reviews etc. No email que lhes enviei para além de incluir o meu CV incluí também um link para as reviews que fiz aqui no blogue ao longo do ano.

A tal revista contacta-me, dizendo que para já seria uma coisa não renumerada e que teria de apresentar duas reviews por semana. 

Tendo-me sido explicado o funcionamento da plataforma da revista escrevi duas reviews, uma para "Freedom" de Rebecca Ferguson e outra para "Christmas, With Love" de Leona Lewis.

Fui contactado por um dos colaborados que entre outras críticas exaltava o facto de ambas terem saído de talent shows. Perguntava.me ainda se eu tinha alguma formação musical...  Do pouco que vi relativamente ao material que tinham no site, eram mais uns tipo BLITZ, aquela revista que é tão alternativa que chateia de tão comercial que se torna.

Respondi que se o problema se encontrava na minha formação musical e na forma como escrevia então isso poderia ter sido logo comprovado no início através do meu CV e respectivas reviews.

Não suporto pessoas que não sabem o que querem...

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Britney Spears - Britney Jean [Review]


Data de lançamento: 29 de Novembro [Austrália]
Estilo: Pop
País: Estados Unidos
Classificação: ★★

Tracklist [Versão Deluxe]:
01 Alien
02 Work Bitch
03 Perfume
04 It Should Be Easy [Feat Will.I.Am]
05 Tik Tik Boom [Feat. T.I.]
06 Body Ache
07 Till It's Gone
08 Passenger
09 Chillin' With You [Feat. Jamie Lynn Spears]
10 Don't Cry
11 Brightest Morning Star [Faixa Bónus]
12 Hold On Tight [Faixa Bónus]
13 Now That I Found You [Faixa Bónus]
14 Perfume [The Dreaming Mix] [Faixa Bónus]

Não importa quantos álbuns Britney Spears lance, desde o seu breakdown em 2007 que cada novo lançamento é visto como um regresso há muito esperado. Também não importa a ideia de que por se tratar de um álbum homónimo [o segundo na carreira da cantora após "Britney" de 2001] se estará perante um conjunto de músicas mais pessoais. De facto, "Britney Jean" é talvez o álbum mais genérico da cantora em termos de sonoridade.

Temas como o single de apresentação "Wok Bitch"; "It Should Be Easy", "Till It's Gone" ou "Now That I Found You" só servem para mostrar o trabalho de meia dúzia de produtores que supostamente são bem mais talentosos do que a cantora. Falando no seu talento, já há muito tempo que ninguém espera verdadeiros poderios vocais da sua parte. Porém em músicas como "Perfume" [estupidamente comparada a "Everytime" por alguns críticos, uma verdadeira afronta para a segunda, recomendo vivamente o remix incluído na versão deluxe em análise] ou "Hold On Tight" conseguimos ouvir amostras vocais que nos transportam para a cantora de 1999. 

Em contrapartida, temas como "Allien"; "It Should Be Easy" ou "Now That I Found You" estão ridiculamente repletos de efeitos vocais, ainda mais do que aqueles que nos habituamos a ouvir nos mais recentes trabalhos da artista. Convém também dizer-se que a sua irmã mais nova [que participa no tema "Chillin' With You" tem um timbre vocal estupidamente idêntico à irmã mais velha, para não falar das óbvias parecenças fisícas].

Para além da presença de Jamie Lynn o álbum conta também com colaborações de Wil.I.Am e T.I., participações que mais nada trazem de novo a um conjunto de temas que no seu todo se apresenta bastante genérico e que só em raras ocasiões consegue brilhar.

Querem ouvir músicas de dança perfeitamente executadas? "Wok Bitch"; "It Should Be Easy"; "Till It's Gone" e "Now That I've Found You". Para quem quiser temas mais limpos, "Perfume" e "Don't Cry".

Não obstante, não se deixem enganar por "Britney Jean", este pode ter sido vendido a preço de ouro mas no geral o seu material encontra-se bastante próximo do comum dos metais. Assim como a sua interprete.


"Britney Jean" será promovido através de uma serie de uma shows que irão decorrer entre 2013 e 2015.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Danielle Bradbery - Danielle Bradbery [Review]


Data de lançamento: 25 de Novembro
Estilo: Country
País: Estados Unidos
Classificação: ★★★★

Tracklist [Versão Deluxe]:
01 Young In America
02 Wild Boy
03 The Heart Of Dixie
04 I Will Never Forget You
05 Endless Summer
06 Talk About Lovr
07 Never Like This
08 Daughter Of A Workin' Man
09 Dance Hall
10 Yellin' From The Roof Top
11 My Day
12 Jesus Take The Wheel [Faixa Bónus]
13 Born To Fly [Faixa Bónus]
14 Maybe It Was Memphis [Faixa Bónus]
15 Who I Am [Faixa Bónus]

Danielle Bradbery conseguiu a proeza de ainda antes de lançar material original alcançar mais de meio milhão de downloads dos seus singles enquanto participante do programa "The Voice", o qual acabaria por vencer monitorizada por Blake Shelton que viu nela uma promissora estrela country.

Desde a capa cor-de-rosa ao título homónimo passando pela toada country que se esperava deste álbum de estreia a verdade é que há razões para se acreditar que existe, efectivamente, um futuro promissor para Danielle. Ajudada pelos melhores letriatas do panorama country norte-americano o alinhamento do álbum vai desde as típicas canções pop-country juvenis ["Young in America"; "Endless Summer" ou "Dance Hall"] até às power-ballads ao melhor estilo de Carrie Underwood ["I Will Never Forget You"; "Never Like This" ou "My Day"] passando pelo country de "Daughter Of A Workin' Man" [a fazer lembrar "Pioneer" dos The Band Perry"], tudo foi orquestrado de maneira a fazer a cantora de 17 anos mostrar todo o seu poderio vocal.

No entanto, esse mesmo poderio vem seguido da maior lacuna na técnica de Danielle Bradbery: a falta de emoção, que já se tinha feito notar no seu primeiro single, "The Heart Of Dixie". Causada pela idade ou pela simples ausência de sentimento a verdade é que temas como "I Will Never Forget You" ou "Never Like This" perdem muito com a impessoalidade com que são cantados. É perceptível um certo desconforto ena transmissão de mensagens e situações que à cantora, do alto dos seus dezassete anos, provavelmente nada lhe dizem.

Ao alinhamento foram adicionadas quatro covers cantadas por Danielle ao longo do programa [de Carrie Underwood, Sara Evans, Pam Tillis e Jessica Andrews respectivamente] com uma roupagem mais country e menos comercial. De uma maneira geral os arranjos em piano das faixas assim como os coros de "Maybe It Was Memphis" colocam as versões gravadas anteriormente a um canto. 
No entanto todo o álbum possui momentos instrumentais que convém realçar, como as guitarras em "Young In America"; "Yellin' From The Roof Top" e "Talk About Love", o banjo em "Daughter Of A Workin' Man" ou as orquestrações em "I Will Never Forget You"  que demonstram a preocupação em não deixar que seja somente a voz de Danielle o único ponto de qualidade destes quinze temas.

Em suma, este álbum homónimo ainda está repleto de clichés do estilo mas possui na interprete todos os ingredientes para ser um sucesso e para lhe garantir um futuro promissor dentro da área. Esperemos que o crescimento da cantora, que conta agora com dezassete anos, seja acompanhado por um crescimento enquanto artista e que daqui a alguns anos possa ser chamada, com mais razões do que aquelas que existem agora, de uma fiel continuação de Carrie Underwood.  


"The Heart Of Dixie" foi o primeiro single original de Danielle Bradbery.

Lucy Spraggan - Join The Club [Review]


Data de lançamento: 4 de Outubro [Irlanda]
Estilo: Pop
País: Reino Unido
Classificação: ★★★★★

Tracklist [Versão Deluxe]:
01 Someone
02 Tea & Toast
03 Lighthouse
04 91
05 The Tourist
06 In A State
07 Wait For Me
08 Mountains
09 Let Go
10 Last Night [Beer Fear]
11 Join The Club
12 You're Too Young
13 Paper Dreams
14 Rockliffe Bay [Faixa Bónus]
15 If I Had The Money [Faixa Bónus]
16 Butterflies [Faixa Bónus]
17 Safe[Faixa Bónus]

Quando em 2012 Lucy Spraggan foi às audições do X-Factor Britânico com o seu original "Last Night" e por aí continuou com "Tea & Toast" e "Mountains" ficou claro que aquela rapariga de viola ao colo tinha mais talento do que muitas das beldades que polulam na música pop de actualmente.
Apesar de ter desistido do concurso a meio, não caíu no esquecimento e um ano depois surge o seu álbum de estreia numa major-label, "Join The Club" que na sua maioria é constituído por temas anteriormente lançados no seu álbum independente de 2011 "Top Room At The Zoo" com singelas mudanças e com uma produção melhorada.
Mais do que uma cantora, Lucy é uma contadora de histórias e isso fica ciente em temas como "Tea & Toast" onde nos narra a história de um homem ao longo do tempo, "Mountains" onde nos fala de auto superação, "The Tourist" centrado numa mulher desejosa por viajar ou "You're Too Yong" centrado na temática mui-actual do bullying.

Em termos vocais não se encontram performances verdadeiramente extraordinárias, Lucy consegue estar com um pé na pop e com outro no rap/hip-hop o que resulta num conjunto consistente e sem grandes surpresas, para o bem e para o mal.

Instrumentalmente "Join The Club" é um álbum maioritariamente acústico/folk, com raras excepções como "Wait For Me" ou o infantil "Paper Dreams" dando uma imagem de unidade e coesão rara de se encontrar num primeiro álbum de estúdio.

Podendo ser considerado mais um álbum folk do que um álbum pop própriamente dito é nesta esfera que Lucy foi inserida e logo à primeira mostrou a muitas veteranas qual deveria ser o cerne dos seus lançamentos, a música.


"Last Night [Beer Fear]" foi o tema apresentado por Lucy na sua primeira audição no X-Factor Britânico conquistando a aprovação de todos os jurados.


sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Avril Lavigne - Avril Lavigne [Review]


Data de lançamento: 1 de Novembro [Austrália]
Estilo: Pop
País: Canadá
Classificação: ★

Tracklist:
01 Rock n Roll
02 Here's To Never Growing Up
03 17
04 Bitchin' Summer
05 Let Me Go [Feat. Chad Kroeger]
06 Give You What You Like
07 Bad Girl [Feat. Marilyn Manson]
08 Hello Kitty
09 You Ain't Seen Nothin' Yet
10 Slippin' On Sunshine
11 Hello Heartache
12 Falling Fast
13 Hush Hush

Vocês sabem que algo não está bem depois de ouvirem o quinto ano da cantora Canadiana quando passados onze anos vocês já não estão na escola, acabaram a vossa licenciatura, já trabalham e a Avril Lavigne, a caminho dos trinta anos continua a falar das mesmas coisas de adolescente que lhe trouxeram o sucesso com "Let Go".

Este álbum homónimo consegue juntar os melhores momentos da Avril dos primeiros álbuns ["Here's To Never Growing Up", "17", "Rock n Roll"] com a melancólica Avril de "Goodbye Lullaby" ["Let Me Go", "Falling Fast", "Hush Hush"] e consegue também ser surpreendentemente isento de surpresas.

É-me difícil engolir um álbum onde tudo parece remeter para um outro álbum lançado anteriormente pela cantora. Surpreendente só mesmo "Hello Kitty" quer pela música em si quer pelo facto de a cantora cantar em Japonês consegue revelar alguma novidade num mar de clichés. Surpreendente, pela negativa, é a balada Nickleback "Let Me Go". É inevitável compará-la a uma das baladas da banda de Chad Kroeger não fosse ele o actual marido da cantora. Mesmo a curiosa colaboração com Marilyn Manson ficou muito aquém daquilo que se poderia esperar da junção de dois artistas de estilos completamente diferentes. Mas valeu pela tentativa.

Já há muito tempo que me convencera que a cantora nada mais teria para mostrar ao mundo a não ser uma reciclagem do seu próprio som. Não é por acaso que este álbum, mesmo sendo o quinto da sua carreira é homónimo: este é o estilo de Avril Lavigne, gasto, repetitivo e que já não convence. Tenham vocês vinte, trinta, quarenta anos, Avril Lavigne continuará a cantar sobre como é ser-se adolescente e a brindar-vos com baladas de fazer chorar as pedras da calçada. 


"Here's To Never Growing Up" já vendeu mais de um milhão de cópias somente nos Estados Unidos.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

IGOR - Uma Casa De Bonecas [Review]


Data de lançamento: 16 de Novembro [Portugal]
País: Portugal

Tracklist:
01 Grande Abertura Da Volúpia
02 Can-Can Dos Horrores
03 O Despertar Das Plumas
04 Bailarina Sem Vestido
05 Circo Dos Amores
06 O Corpo É Que Paga
07 Barbie Modelo-Cabaret
08 Cubos De Letras Desarrumados
09 Olhos De Porcelana
10 Almofada Em Forma De Coração
11 Nini Dos Meus Quinze Anos
12 Quarto Em Pantanas
13 Ele E Ela
14 Trágica Hora Do Chá

Esta será um review diferente das restantes pois aqui estou a comentar o trabalho de um projecto encabeçado por Igor Freitas, que me contactou em virtude de fazer uma review ao seu mais recente trabalho, "Uma Casa De Bonecas".
É-me difícil enquadrar este álbum num estilo por mim facilmente reconhecido. Encontro nele laivos de EBM, Darkwave, Dark Cabaret e acima de tudo encontro coesão num trabalho que presumo ser conceptual.

Desde o início com a introdução "Grande Abertura Da Volúpia", a primeira de cinco faixas introdutórias presentes no álbum que se consegue perceber que estámos longe de um trabalho easy-listening tipicamente Português. E mais diversificado. Nesta casa de bonecas encontrámos faixas com reminescenências de EBM,"Can-Can Dos Horrores", de um rap negro, "Barbie Modelo-Cabaret" na qual também saliento os sintetizadores, e temas com um estilo mais clássico mas não menos agoirento como "Bailarina Sem Vestido", "Circo Dos Amores" ou "Nini Dos Meus Quinze Anos" [de Paulo de Carvalho] uma das três covers presentes neste álbum.

Um pormenor que achei verdadeiramente fantástico foi a preocupação em cobrir os temas de artistas como António Variações ["O Corpo É Que Paga", uma faixa que perdeu por não se encontrar numa versão em estúdio]; Madalena Iglésias ["Ele E Ela", apresentando laivos de ironia bastante engraçados] e do já referido Paulo de Carvalho, de uma obscuridade tal que parecem terem sido feitos para figurarem neste disco. 

Existem outros pontos de interesse como por exemplo os coros em "Olhos De Porcelana", os sintetizadores em "Barbie Modelo-Cabaret" ou o final clássico de "Trágica Hora Do Chá" mas todo o trabalho deixa transparecer uma aura que apenas ao vivo acredito ser totalmente perceptível. Igor Freitas aproveitou para mencionar a teatralidade das suas apresentações e perante um álbum como este outra coisa não seria espectável.

Em jeito de conclusão e fazendo novamente menção ao carácter especial desta review alerto para a ausência de uma classificação atribuída ao álbum. Ouçam-no vocês mesmos, no dia 16 de Novembro no Centro Cultural do Bom Sucesso em Alverca. Este é um exemplo da quantidade de potencial que temos escondido em Portugal abaixo de toda a podridão que insiste em polular nas tabelas de vendas nacionais.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Cassadee Pope - Frame By Frame [Review]


Data de lançamento: 8 de Outubro [Estados  Unidos]
Estilo: Country
País: Estados Unidos
Classificação: ★

Tracklist [Deluxe Edition]:
01 Good Times
02 Champagne
03 Wasting All These Tears
04 I Wish I Could Break Your Heart
05 Everybody Sings
06 You  Hear A Song
07 This Car
08 One Song Away
09 Easier To  Lie
10 11
11 Proved You Wrong
12 Edge Of A Thunderstorm
13 Cinematic
14 Good Times [Acoustic Version]
15 Wasting All These Tears [Acoustic Version]

Quando em 2005 "Some Hearts" marcava a estreia de Carrie Underwood ninguém poderia imaginar que passados oito anos a fórmula seria tão descaradamente copiada por uma conterrânea.
Para aqueles que conheciam a carreira de Cassadee nos Hey Monday e a solo este álbum apresentou uma cantora totalmente diferente da que conheciam e é-o deveras. Com as tendências delineadas desde a sua participação no talent show "The Voice" o propósito deste álbum foi, mais do que qualquer outro, firmá-la no território country-pop.

"Frame By Frame" conseguiu-o mas o material aí presente não e digno de figurar no topo do que quer que seja. Enquanto que o primeiro single "Wasting All These Tears" parecia prometer uma power-pop minimamente credível, temas como "Good  Times"; "Champagne" ou "Everybody Sings" poderiam ter sido cantados por qualquer outra menina do território country, assim como outros temas do mesmo álbum. 

Existem momentos minimamente interessantes como a balada "11" "Edge Of A Thunderstorm" ou as versões acústicas presentes na edição deluxe mas nada consegue passar a credibilidade que seria pedida a uma artista que já não é nova nestas andanças. E, falando da artista em si, não esperem um grande desempenho vocal da parte de Cassadee. Longe de ser má, a sua voz não é metade daquilo que querem fazer dela e das poucas vezes que tenta ultrapassar o comum dos acordes [como em "Everybody Sings" ou "One Song  Away"] o resultado fica muito aquém daquilo que seria de esperar.

"Frame By Frame" é o típico álbum inofensivo que poderão ouvir e até mesmo gostar. Mas isso não significa que seja um bom álbum.


"Wasting All These Tears" é o primeiro single de "Frame By Frame".

Diana Vickers - Music To Make Boys Cry [Review]


Data de lançamento: 13 de Setembro [Irlanda]
Estilo: Synthpop
País: Reino Unido
Classificação: ★★★★★

Tracklist:
01 Music To Make Boys Cry
02 Cinderella
03 Lightning Strikes
04 Dead Heat
05 Boy In Paris
06 Mad At Me
07 Smoke
08 Mr. Postman
09 Better In French
10 Blame Game

É-me difícil criar um distanciamento para fazer uma review de um álbum pelo qual esperei mais de dois anos. Entre mudanças de editora, adiamentos e alguns leaks na internet "Music To Make Boys Cry" parecia nunca mais ver a luz do dia. Mas os milagres acontecem e a editora SO Recordings fez o favor de ser o santo de serviço.

Para aqueles que seguiram a demanda deste segundo álbum a tracklist do mesmo apresenta-se bastante insípida. Oito dos dez temas que aí  figuram já tinham sido dados a conhecer em concertos que a cantora tinha feito no decorrer do período acima citado, portanto, a menos que fosse a primeira vez que ouvissem falar da senhora Vickers este seria um álbum com pouca coisa nova para oferecer. Mesmo assim, ouvir esses temas com uma roupagem "a sério" conseguiu deveras tirá-los do antro de mediocridade no qual pareciam inserir-se ao vivo. 

A mais valia de todos os temas é que definitivamente formam um todo homogéneo e no entanto variado. Longe de se poder falar de um álbum conceptual [embora se possa ter o título como a metáfora perfeita para tal] o ambiente dos temas afasta-nos efectivamente da bubblegum pop que se ouve nos dias de hoje [mas longe de ser a revival pop que Diana almejava que fosse]. À falta de uma balada propriamente dita, "Smoke" é o tipo de power-ballad que é um dos melhores temas do álbum [a meu ver].

Muitos críticos tiraram o chapéu à parceria da cantora com Miranda Cooper [parte da dupla Xenomania] e eu fâ-lo-ia igualmente se o usasse. A historinha das cantoras pop já está mais do que feita, é preciso saber contá-la de maneira diferente, e esses dez temas fazem-no na perfeição. E se há algo que este álbum pode oferecer é identidade. Quem seguiu a carreira da cantora dentro e fora da música sabe que estes temas são a sua cara e não o rosto de outras 1001 cantoras pop.

Perseguida pelo fantasma de ex-concorrente do X-Factor, Diana teve direito aos seus cinco minutos de fama com "Songs From The Tainted Cherry Tree" sendo que o desempenho comercial deste segundo álbum ficou muito aquém do primeiro. Mas o material, esse, oferece muito mais qualidade efectivamente. Para aqueles que não conhecem o trabalho da cantora, aconselho vivamente.


"Music To Make Boys Cry" alcançou o nono lugar na tabela de vendas independente no Reino Unido.

sábado, 2 de novembro de 2013

Sinto-me Honrado


Apesar de já não fazer reviews há uma porra de tempo [experimentem escrever no teclado do portátil da minha irmã, tarefa diabólica] um projecto português enviou-me um email a perguntar se poderia fazer uma review do seu novo trabalho. 

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Tarja - Colours In The Dark [Review]


Data de lançamento: 28 de Agosto [Japão]
Estilo: Symphonic Metal
País: Finlândia
Classificação: ★★

Tracklist:
01 Victim Of Ritual
02 5000 Letters
03 Lucid Dreamer
04 Never Enough
05 Mystique Voyage
06 Darkness
07 Deliverance
08 Neverlight
09 Until Silence
10 Medusa [Feat. Justin Furstenfeld] 

Vazando quase um mês antes do seu lançamento oficial o quarto álbum a solo da cantora Finlandesa começara por surpreender logo pela capa pouco ortodoxa para o estilo. E assim como a capa também os temas aí existentes pouco devem à ortodoxia, no bom e no mau sentido.

Com uns singelos dez temas [uma diminuição gradual de álbum para álbum] "Colours In The Dark" fora precedido pelos singles "Never Enough" [uma música odiosa em vários sentidos, tanto instrumental como em termos de letra] e "Victim Of Ritual" [com um sampler de "Bolero" de Ravel, a fazer lembrar o sampler de "Requiem" presente no seu major single enquanto solista, "I Walk Alone" que longe de serem originais mantinham a mesma linha que conquistara os fãs da cantora em "My Winter Storm". No entanto aparte estes temas só "5000 Lettera" e "Neverlight" lembram a cantora dos álbuns passados. Assim como Sarah Brightman fizera em "Dreamchaser" a Finlandesa optou por seguir uma veia mais experimental que tornou "Colours In The Dark" o álbum mais original por ela lançado até à data como também o mais maçador.

Passagens como a extensa "Mystique Voyage" [a minha favorita até à data, é efectivamente uma viagem com muito misticismo à mistura], o indtrumental de "Deliverance" ou os riffs de "Neverlight" conseguem ser minimamente surpreendentes não fazendo valer no entanto os sessenta minutos de "Colours In The Dark". Durante tal período o ouvinte é raras vezes surpreendido, os temas sucedem-se sem que ocorram momentos que despoletem o desejo de voltar atrás para ouvir o tema anterior. Os temas em falta [incluindo uma cover de "Darkness" de Peter Gabriel] demonstram um maior cuidado na construção musical, mais do que em qualquer outro álbum lançado pela cantora mas é só.

Existem artistas que é difícil criticar devido à sua acérrima fanbase e Tarja Turunen é um desses casos. Os fãs mais devotos irão muito certamente discordar de tudo que aqui foi dito colocando "Colours In The Dark" num pódio isolado. No entanto enquanto grande fã do trabalho da cantora não me revejo, para já, neste novo lançamento. Pode ser que com o tempo se torne a masterpiece que "My Winter Storm" é para mim. Mas para já remeto-o à banalidade de muitos outros álbuns do estilo.



O video de "Victim Of Ritual" foi lançado a 10 de Julho.