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sábado, 19 de dezembro de 2015

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Carnaval


Melhor dia de Carnavel do que este seria pedir muito. Aqueles que se atreveram a sair de casa [sem ser para se deslocaram para o trabalho, como a senhora minha mãe] devem ter apanhado a real das molhas, e eu [que mais um ano não me mascarei sem ser com a habitual fatiota de palhaço] tenho de me contentar com o vem e vai do serviço da MEO e os filmes repetidos que estão a passar pela enésima vez na televisão [sem contar que nem sequer vai dar a novela hoje]. Será que o Dia dos Namorados conseguirá ser pior?
Estaremos cá para ver. 

Tudo isto foi escrito enquanto ouvia "As I Came Of Age" da Sarah Brightman, o que me está a causar mais irritação do que aquela que vocês podem imaginar.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Sarah Brightman - Dreamchaser [Review]


Data de lançamento: 16 de Janeiro [Japão]
Género: Crossover*/Música Clássica
País: Reino Unido
Classificação: 

Tracklist [Versão Japonesa]:
01 Angel
02 One Day Like This
03 Glósóli
04 Lento E Largo
05 B612
06 Breathe Me
07 Ave Maria
08 Éperdu
09 A Song Of India
10 Venus And Mars
11 Kaze No Toorimichi [Faixa Bónus] 

*Para quem não conhece do que trata este estilo musical, uma pequena definição pode ser encontrada AQUI.


Quando se fala em cantores camaleónicos os primeiros nomes que surgem na cabeça das pessoas são muitas das vezes o de Madonna e David Bowie. Poucos irão reconhecer em Sarah Brightman a cantora camaleónica que deveras é, reinventando-se a cada novo álbum.
Lembro-me de em 2008 ver um spot do álbum "Symphny" com a música "Fleurs Du Mal" e desde então devorei todos os seus álbuns de originais. 

"Dreamchaser" é lançado quatro anos após "A Winter Symphony" e como seria de esperar marca uma mudança de estilo para com o seu predecessor. Sarah será a primeira cantora profissional a estar no espaço em 2015 quando irá visitar a Estação Espacial Internacional. Tal factor parece ter influenciado a sonoridade de "Dreamchaser" que se apresenta mais atmosférico e inconsistente do que os álbuns anteriores [e até mesmo a própria capa do álbum apela a essa referência], lembrando as colaborações da cantora com a banda alemã Gregorian e alguns temas lançados em "Symphnoy" como "Sanvean" ou "Schwere Traume". Exemplos disso são os singles lançados, "Angel", "One Day Like This" e faixas como "B612" ou "A Song For India".

No entanto, álbum de Sarah Brightman que se preze, tem também incursões pela música clássica "Ave Maria"; "Lento E Largo" e covers de temas já conhecidos: "Glósóli" [Sigur Rós]; "Breathe Me" [Sia Furler] ou "Venus And Mars" [Paul e Linda McCartney].

Mas mesmo usando todos os ingredientes dos seus anteriores álbuns "Dreamchaser" não os consegue conjugar de forma a criar um álbum sólido, sendo um conjunto de canções bastante insbustanciais. A voz de Sarah Brightman continua fantástica como sempre [opinião de um fã, há quem a considere uma voz banal e sobrevalorizada], existem passagens verdadeiramente soberbas [a secção de cordas de "Breathe Me" dos 2:30 aos 3:10 minutos ou "Venus And Mars"] no entanto a insbustancialidade é um factor reinante e fica a impressão de que desta vez, Sarah Brightman terá levado a experimentação um pouco longe de mais.

Este não é um álbum que aconselhe para aqueles que queiram conhecer o trabalho desta cantora, se for o caso ouçam antes "Fly" de 1996, "Eden" de 1998 ou o já referido "Symphony" lançado em 2008. "Dreamchaser" só vem provar mais uma vez a vertente camaleónica de Sarah e a conjugação que esta consegue fazer entre o mundo pop e clássico, tudo embalado pelo embrulho já muito conhecido de orquestrações sólidas e a sua voz única.


"Angel" lançado a 15 de Outubro do ano passado como single de avanço de "Dreamchaser".