quinta-feira, 28 de novembro de 2013

The Wanted - Demons [Audio]


É uma música maricas mas eu gosto... 

Só Coisas Boas

O meu LCD deu o pifo, sem ele não consigo usar o meu portátil, o meu pai diz para eu comprar um portátil novo, que tenho muito dinheiro no banco...
Pois tenho! Mas é meu :(
E por causa desta porcaria perdi a novela ontem...



terça-feira, 26 de novembro de 2013

Danielle Bradbery - Danielle Bradbery [Review]


Data de lançamento: 25 de Novembro
Estilo: Country
País: Estados Unidos
Classificação: 

Tracklist [Versão Deluxe]:
01 Young In America
02 Wild Boy
03 The Heart Of Dixie
04 I Will Never Forget You
05 Endless Summer
06 Talk About Lovr
07 Never Like This
08 Daughter Of A Workin' Man
09 Dance Hall
10 Yellin' From The Roof Top
11 My Day
12 Jesus Take The Wheel [Faixa Bónus]
13 Born To Fly [Faixa Bónus]
14 Maybe It Was Memphis [Faixa Bónus]
15 Who I Am [Faixa Bónus]

Danielle Bradbery conseguiu a proeza de ainda antes de lançar material original alcançar mais de meio milhão de downloads dos seus singles enquanto participante do programa "The Voice", o qual acabaria por vencer monitorizada por Blake Shelton que viu nela uma promissora estrela country.

Desde a capa cor-de-rosa ao título homónimo passando pela toada country que se esperava deste álbum de estreia a verdade é que há razões para se acreditar que existe, efectivamente, um futuro promissor para Danielle. Ajudada pelos melhores letriatas do panorama country norte-americano o alinhamento do álbum vai desde as típicas canções pop-country juvenis ["Young in America"; "Endless Summer" ou "Dance Hall"] até às power-ballads ao melhor estilo de Carrie Underwood ["I Will Never Forget You""Never Like This" ou "My Day"] passando pelo country de "Daughter Of A Workin' Man" [a fazer lembrar "Pioneer" dos The Band Perry"], tudo foi orquestrado de maneira a fazer a cantora de 17 anos mostrar todo o seu poderio vocal.

No entanto, esse mesmo poderio vem seguido da maior lacuna na técnica de Danielle Bradbery: a falta de emoção, que já se tinha feito notar no seu primeiro single, "The Heart Of Dixie". Causada pela idade ou pela simples ausência de sentimento a verdade é que temas como "I Will Never Forget You" ou "Never Like This" perdem muito com a impessoalidade com que são cantados. É perceptível um certo desconforto ena transmissão de mensagens e situações que à cantora, do alto dos seus dezassete anos, provavelmente nada lhe dizem.

Ao alinhamento foram adicionadas quatro covers cantadas por Danielle ao longo do programa [de Carrie Underwood, Sara Evans, Pam Tillis e Jessica Andrews respectivamente] com uma roupagem mais country e menos comercial. De uma maneira geral os arranjos em piano das faixas assim como os coros de "Maybe It Was Memphis" colocam as versões gravadas anteriormente a um canto. 
No entanto todo o álbum possui momentos instrumentais que convém realçar, como as guitarras em "Young In America"; "Yellin' From The Roof Top" e "Talk About Love", o banjo em "Daughter Of A Workin' Man" ou as orquestrações em "I Will Never Forget You"  que demonstram a preocupação em não deixar que seja somente a voz de Danielle o único ponto de qualidade destes quinze temas.

Em suma, este álbum homónimo ainda está repleto de clichés do estilo mas possui na interprete todos os ingredientes para ser um sucesso e para lhe garantir um futuro promissor dentro da área. Esperemos que o crescimento da cantora, que conta agora com dezassete anos, seja acompanhado por um crescimento enquanto artista e que daqui a alguns anos possa ser chamada, com mais razões do que aquelas que existem agora, de uma fiel continuação de Carrie Underwood.  


"The Heart Of Dixie" foi o primeiro single original de Danielle Bradbery.

Lucy Spraggan - Join The Club [Review]


Data de lançamento: 4 de Outubro [Irlanda]
Estilo: Pop
País: Reino Unido
Classificação: 

Tracklist [Versão Deluxe]:
01 Someone
02 Tea & Toast
03 Lighthouse
04 91
05 The Tourist
06 In A State
07 Wait For Me
08 Mountains
09 Let Go
10 Last Night [Beer Fear]
11 Join The Club
12 You're Too Young
13 Paper Dreams
14 Rockliffe Bay [Faixa Bónus]
15 If I Had The Money [Faixa Bónus]
16 Butterflies [Faixa Bónus]
17 Safe[Faixa Bónus]

Quando em 2012 Lucy Spraggan foi às audições do X-Factor Britânico com o seu original "Last Night" e por aí continuou com "Tea & Toast" e "Mountains" ficou claro que aquela rapariga de viola ao colo tinha mais talento do que muitas das beldades que polulam na música pop de actualmente.
Apesar de ter desistido do concurso a meio, não caíu no esquecimento e um ano depois surge o seu álbum de estreia numa major-label, "Join The Club" que na sua maioria é constituído por temas anteriormente lançados no seu álbum independente de 2011 "Top Room At The Zoo" com singelas mudanças e com uma produção melhorada.
Mais do que uma cantora, Lucy é uma contadora de histórias e isso fica ciente em temas como "Tea & Toast" onde nos narra a história de um homem ao longo do tempo, "Mountains" onde nos fala de auto superação, "The Tourist" centrado numa mulher desejosa por viajar ou "You're Too Yong" centrado na temática mui-actual do bullying.

Em termos vocais não se encontram performances verdadeiramente extraordinárias, Lucy consegue estar com um pé na pop e com outro no rap/hip-hop o que resulta num conjunto consistente e sem grandes surpresas, para o bem e para o mal.

Instrumentalmente "Join The Club" é um álbum maioritariamente acústico/folk, com raras excepções como "Wait For Me" ou o infantil "Paper Dreams" dando uma imagem de unidade e coesão rara de se encontrar num primeiro álbum de estúdio.

Podendo ser considerado mais um álbum folk do que um álbum pop própriamente dito é nesta esfera que Lucy foi inserida e logo à primeira mostrou a muitas veteranas qual deveria ser o cerne dos seus lançamentos, a música.


"Last Night [Beer Fear]" foi o tema apresentado por Lucy na sua primeira audição no X-Factor Britânico conquistando a aprovação de todos os jurados.


Estou Velho

Sabem aqueles bonequinhos do Happy Meal? Aqueles que se montam num instante? Demorei quase dez minutos para encaixar a porra de um pau num dos bonequinhos no passado Domingo... Estarei eu a ficar mais velho ou os bonecos a ficar mais complexos?


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Keeping Up With The Kardashians


Eu sei que os meus gostos passam a ser facilmente questionáveis depois de vos confessor que um dos programas que mais vejo na televisão é o "Keeping Up With The Kardashians".

O que me prende àquele programa? Os brilhantes dilemas delas a ver se levam este vestido ou o outro? Se dizem às irmãs que elas são umas cabras ou não? Tudo dilemas existenciais perfeitamente compreensíveis. Nada disso...


Scott Disick, este gajo pode ter a inteligência de uma ervilha, de estar casado com uma das moças só para a chular, mas opá, vale bem uma espreitadela ao programa.Babetes são bem vindas.

domingo, 24 de novembro de 2013

Hugh Jackman Diagnosticado Com Cancro De Pele

After a mysterious spot on his nose caused his wife to become concerned, actor Hugh Jackman made an appointment with his doctor. A biopsy of the mark revealed it was in fact cancerous.Hugh took to Instagram to speak out about the importance of sunscreen in skin cancer prevention and visiting your dermatologist regularly. The photo showed the Wolverine actor’s bandaged nose with this caption, cautioning his fans to protect themselves from the sun’s harmful rays:“Deb said to get the mark on my nose checked. Boy, was she right! I had a basil cell carcinoma. Please don’t be foolish like me. Get yourself checked. And USE sunscreen!!!”Basal-cell carcinoma is the most common form of skin cancer. Though it has a low rate of fatalities, it can cause disfigurement and/or damage to the affected area and surrounding tissue.Jackman has not revealed any more details about his condition, but we wish him a speedy recovery.

Fonte

O que é que se passa neste Mundo meu Deus?




sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Invictus: The New Fragance By Paco Rabanne


Eu nunca fui muito de perfumes mas este hum, opá não sei... hum...

Avril Lavigne - Avril Lavigne [Review]


Data de lançamento: 1 de Novembro [Austrália]
Estilo: Pop
País: Canadá
Classificação: 

Tracklist:
01 Rock n Roll
02 Here's To Never Growing Up
03 17
04 Bitchin' Summer
05 Let Me Go [Feat. Chad Kroeger]
06 Give You What You Like
07 Bad Girl [Feat. Marilyn Manson]
08 Hello Kitty
09 You Ain't Seen Nothin' Yet
10 Slippin' On Sunshine
11 Hello Heartache
12 Falling Fast
13 Hush Hush

Vocês sabem que algo não está bem depois de ouvirem o quinto ano da cantora Canadiana quando passados onze anos vocês já não estão na escola, acabaram a vossa licenciatura, já trabalham e a Avril Lavigne, a caminho dos trinta anos continua a falar das mesmas coisas de adolescente que lhe trouxeram o sucesso com "Let Go".

Este álbum homónimo consegue juntar os melhores momentos da Avril dos primeiros álbuns ["Here's To Never Growing Up", "17", "Rock n Roll"] com a melancólica Avril de "Goodbye Lullaby" ["Let Me Go", "Falling Fast", "Hush Hush"] e consegue também ser surpreendentemente isento de surpresas.

É-me difícil engolir um álbum onde tudo parece remeter para um outro álbum lançado anteriormente pela cantora. Surpreendente só mesmo "Hello Kitty" quer pela música em si quer pelo facto de a cantora cantar em Japonês consegue revelar alguma novidade num mar de clichés. Surpreendente, pela negativa, é a balada Nickleback "Let Me Go". É inevitável compará-la a uma das baladas da banda de Chad Kroeger não fosse ele o actual marido da cantora. Mesmo a curiosa colaboração com Marilyn Manson ficou muito aquém daquilo que se poderia esperar da junção de dois artistas de estilos completamente diferentes. Mas valeu pela tentativa.

Já há muito tempo que me convencera que a cantora nada mais teria para mostrar ao mundo a não ser uma reciclagem do seu próprio som. Não é por acaso que este álbum, mesmo sendo o quinto da sua carreira é homónimo: este é o estilo de Avril Lavigne, gasto, repetitivo e que já não convence. Tenham vocês vinte, trinta, quarenta anos, Avril Lavigne continuará a cantar sobre como é ser-se adolescente e a brindar-vos com baladas de fazer chorar as pedras da calçada. 


"Here's To Never Growing Up" já vendeu mais de um milhão de cópias somente nos Estados Unidos.

Logan, O Arrependido

Dizem os entendidos que, se o arrependimento matasse, já estaria muita gente morta. Eu incluído.
Em conversa com a Susana lá calhou de falar do Senhor Do Quiosque OportunityToAsk que esteve à minha frente praticamente o Verão todo. 
Dizia ela que eu, que tinha lata para tanta coisa, deveria ter tido um bocadinho de lata para ir falar com o senhor.
E isto serve, minha gente, para vos mostrar que lá por que aqui eu só digo disparates isso não quer dizer que lá fora seja exactamente igual. Não que eu seja cagão, apenas não sei como abordar as pessoas. É isso.

E se o homem fosse casado? E se ele tivesse filhos? E se ele me perguntasse o porquê de eu o abordar o que é que eu iria dizer?

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

O Moço Da Entrevista

Não vos vou contar a quantidade de merda pela qual tive de passar naquele dia mas posso dizer-vos que nos dois dias em que fui à tal entrevista estava lá um rapaz/jovem/senhor que ...


Usava daqueles brincos larilas que se usam agora, mas era girito. Tanto no primeiro dia como no segundo estavam a chamar-nos aos pares e eu secretamente rezei a Jesus, Maomé e ao Judas para ver se o moço me calhava em sorte. 

Tive uma sorte dos Diabos, levei com um rapaz estudante de medicina dentária que para cúmulo era mais novo, tinha o mesmo nome que eu e era um pau de virar tripas que nem eu....

E nunca mais vi o tal moço do brinco. Será que ele ficou lá a ganhar aquele ordenado maravilhoso?

Bah eu não nasci para isto, vou virar monge...

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Só Para Vocês Se Rirem

Queriam que eu trabalhasse a bater às portas mais de oito horas por dia, seis dias por semana a ganhar 150€ por mês à comissão.


segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Um Emprego Ao Fundo Do Túnel?


Então hoje, fui a uma entrevista, todo feliz e contente. Chego lá, espero quase uma hora, entre cerca de quinze candidatos. Mandam-me entrar com uma rapariga e fazem meia dúzia de perguntas de carácácá para terminarem no seguinte:

" - Ao fim da tarde iremos ligar aos que forem seleccionados e esses virão novamente amanhã para um workshop na empresa."

Como já passava das sete da noite duvidei que me fossem ligar até que toca o meu telemóvel:

[...]
Senhora da empresa: " [...] - Sabe que não podem passar todos, tivemos de fazer uma selecção [...]"
Eu: [silêncio]
Senhora da empresa: " - ... mas parabéns você foi escolhido."
Eu: [a rir-me] - Essa técnica eu já conhecia."
Senhora da empresa: " [risos] ... esteja cá amanhã ao meio dia de fato."

Apeteceu-me rir por que obviamente que não me iriam ligar só para me dizerem que não queriam nada comigo né? Bem, amanhã há mais, esperemos que seja tudo pelo melhor.

Eu, de fato:


Wish me luck!

Mais Compras


Hoje fui a uma entrevista de emprego e como a empresa ficava perto da Piranha passei por lá e fui buscar os cds que tinha encomendado:




Entretanto, e como não iria descansar enquanto não comprasse estes dois, passei pela FNAC e cometi uma atrocidade:



Edição com DVD  e um livreto com fotos que até fazem vir agua aos beiços !



Lucy Spraggan - Tea & Toast [Video]



domingo, 17 de novembro de 2013

Essa Sacanice De Não Se Sentir Saudades


Eu posso ser um grande actor quando quero engatar alguém mas todos os meus poderes de representação se vão quando deixo de sentir algo pela pessoa de quem andei atrás. Claro que posso continuar a falar para ela e invariavelmente mandar uma ou outra graça de teor sexual mas é só isso.
É triste quando as pessoas se apercebem e dizem que algo mudou. Sim e depois? É suposto as pessoas mudarem depois de lhes fazerem notar que as coisas mudaram? Se uma pessoa quisesse mudar fá-lo-ia sem que fosse preciso que lhe chamassem a atenção. Esta coisa das relações é complicada...

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

IGOR - Uma Casa De Bonecas [Review]


Data de lançamento: 16 de Novembro [Portugal]
País: Portugal

Tracklist:
01 Grande Abertura Da Volúpia
02 Can-Can Dos Horrores
03 O Despertar Das Plumas
04 Bailarina Sem Vestido
05 Circo Dos Amores
06 O Corpo É Que Paga
07 Barbie Modelo-Cabaret
08 Cubos De Letras Desarrumados
09 Olhos De Porcelana
10 Almofada Em Forma De Coração
11 Nini Dos Meus Quinze Anos
12 Quarto Em Pantanas
13 Ele E Ela
14 Trágica Hora Do Chá

Esta será um review diferente das restantes pois aqui estou a comentar o trabalho de um projecto encabeçado por Igor Freitas, que me contactou em virtude de fazer uma review ao seu mais recente trabalho, "Uma Casa De Bonecas".
É-me difícil enquadrar este álbum num estilo por mim facilmente reconhecido. Encontro nele laivos de EBM, Darkwave, Dark Cabaret e acima de tudo encontro coesão num trabalho que presumo ser conceptual.

Desde o início com a introdução "Grande Abertura Da Volúpia", a primeira de cinco faixas introdutórias presentes no álbum que se consegue perceber que estámos longe de um trabalho easy-listening tipicamente Português. E mais diversificado. Nesta casa de bonecas encontrámos faixas com reminescenências de EBM,"Can-Can Dos Horrores", de um rap negro, "Barbie Modelo-Cabaret" na qual também saliento os sintetizadores, e temas com um estilo mais clássico mas não menos agoirento como "Bailarina Sem Vestido", "Circo Dos Amores" ou "Nini Dos Meus Quinze Anos" [de Paulo de Carvalho] uma das três covers presentes neste álbum.

Um pormenor que achei verdadeiramente fantástico foi a preocupação em cobrir os temas de artistas como António Variações ["O Corpo É Que Paga", uma faixa que perdeu por não se encontrar numa versão em estúdio]; Madalena Iglésias ["Ele E Ela", apresentando laivos de ironia bastante engraçados] e do já referido Paulo de Carvalho, de uma obscuridade tal que parecem terem sido feitos para figurarem neste disco. 

Existem outros pontos de interesse como por exemplo os coros em "Olhos De Porcelana", os sintetizadores em "Barbie Modelo-Cabaret" ou o final clássico de "Trágica Hora Do Chá" mas todo o trabalho deixa transparecer uma aura que apenas ao vivo acredito ser totalmente perceptível. Igor Freitas aproveitou para mencionar a teatralidade das suas apresentações e perante um álbum como este outra coisa não seria espectável.

Em jeito de conclusão e fazendo novamente menção ao carácter especial desta review alerto para a ausência de uma classificação atribuída ao álbum. Ouçam-no vocês mesmos, no dia 16 de Novembro no Centro Cultural do Bom Sucesso em Alverca. Este é um exemplo da quantidade de potencial que temos escondido em Portugal abaixo de toda a podridão que insiste em polular nas tabelas de vendas nacionais.

De Volta Ao [Bom] Velho Portátil


Ora bem, os senhores da Worten colocaram-me um monitor novo, monitor esse que dava na loja mas que mal cheguei a casa, chapéu... De qualquer forma o problema em si não é do monitor portanto, nevermind. O meu aparelho da TDT parece ter dado o pifo, o meu pai perdeu os óculos dele, os cds que encomendei ainda não chegaram... E continuo desempregado. Um manancial de coisas boas.

Coisas De Galinhas #5

#4 AQUI.

[Enquanto uma galinha fazia o maior alarido quando lhe estavam a meter a faca]:

Mãe: " - Não tenho pena nenhuma!"
Eu: " - Oh mãe não tens tu mas tem ela, não vês que é uma galinha?"

sábado, 9 de novembro de 2013

Eu Sou Demasiadamente Engraçado


Ontem recebi um e-mail de uma empresa de dobragens para a qual tinha enviado uma candidatura há séculos informando que a mesma estava a recrutar novos actores assim como guionistas para uma série de humor. No segundo caso, os interessados poderiam enviar um guião ou texto de humor sobre um tema à escolha. 
Eu não tenho formação em cinema ou teatro, tive aulas de História do Teatro na Universidade mas foi apenas isso. Procurei por modelos de guiões por essa internet fora e só a descrição dos cenários e personagens iria tomar-me praticamente o limite de 400 palavras imposto pela empresa.

Assim sendo enviei um texto humorístico sobre as relações homossexuais, um assunto que tem estado na berra, mas depois de ler aquilo que enviei, e mesmo enquanto escrevia, tive a perfeita noção de que o meu sentido de humor só seria percebido por poucos, ou mesmo por nenhuns. E provavelmente a maioria das pessoas nem acharia piada alguma ao dito texto. Mesmo assim, enviei-o e pedi que me dessem um parecer mesmo que negativo, pois mesmo que não tenha jeito para a coisa, sempre fui eu que escrevi maioritariamente as peças que se fizeram na minha turma do secundário ao longo de três anos. E essas pelo menos arrancaram boas gargalhadas a quem viu.

Por isso, por descargo de consciência, deixo-vos aqui o meu texto, "A história de Maximiliano":

Maximiliano, um militar de vinte e um anos queria provar a sua bravura e alistou-se para uma caça ao veado no Brasil. Como tinha tanto de bravo como de burro, não percebeu que em vez “veado” estava escrito “viado” e consequentemente foi à caça de homossexuais pelo Pantanal fora. Aí encontrou Adolfo, que tinha tanto de homem como Maximiliano tinha de magro.
A junção perfeita de dois seres imperfeitos tinha de ser comunicada aos pais de Maximiliano em Portugal o quanto antes, pois os vestidos de noiva estariam em saldo apenas até ao fim do mês. Um sem número de contrariedades foram apresentadas pela família do noivo [ou noiva, esta coisa dos casamentos homossexuais é complicada].
Palmira, a mãe do noivo, uma Dondoca com “D” grande insistiu veemente que o seu Maxi não tinha cú para o vestido o que era uma tragédia.
Onofre, o pai do noivo, disse que não queria compactuar com tais modernices, afirmando que queria que o seu filho fosse um SUPER MAXI e não um MINI MILK.
Helga, a irmã mais nova do noivo, ladra de toda a gordura que faltava ao pobre coitado, queixou-se da falta de um copo-de-água. Não queria água, apenas comida. Muita.
Maximiliano chorou muito. Ou colocou um lenço à frente dos olhos e emitiu uns sons estridentes, o que é praticamente a mesma coisa. Adolfo, sentindo-se ofendido por não ter sido considerado o real portador do vestido de noiva, abraçou o seu Maxi e prostrarem-se os dois na fila das bichas incompreendidas.
Neste momento continuam a ser incompreendidas e ainda não saíram da fila. Mas têm-se um ao outro e isso é que importa.




quarta-feira, 6 de novembro de 2013

O Senhor Da Piranha A Levar-me À Falência

Se há coisa que uma pessoa tem de reconhecer em certas lojas é que há vendedores que têm um jeito do caraças para a coisa, não é para todos!


Gostam da música? É gira? Eu andava para comprar o álbum há uma porrada de tempo, mas sempre que o via estava a um preço proibitivo. O senhor da Piranha já farto de me ouvir resmungar lá me mandou um e-mail a dizer que tinha a edição que eu tinha pedido [não pedi nada, apenas lamentei nunca ter encontrado aquela porcaria a um preço decente] e eu pronto, opá o que posso fazer? Aquele álbum é do caroço!

Só mais esta, em jeito de despedida:


e esta:


e mais esta...




Caraças....

Danielle Bradbery - Never Like This [Live] [Video]


O gosto que eu tenho por esta música é equiparável à inveja que tenho desta moça por ter um vozeirão daqueles...

Sobre O Homicídio No Cidade Do Porto

Não sei se viram a manchete do JN de anteontem que falava de um senhor que tinha sido assassinado quando se ia encontrar com um rapaz que conheceu na internet.

" - Ah essas coisas de encontros na internet são sempre pergisosos."

Provavelmente é isso que 99% das pessoas que viram a notícia devem ter dito/pensado. Mas atentem numa coisa: é normal [dentro daquilo que as pessoas chamam o "senso comum"] encontrar-se com quem quer que seja num parque de estacionamento subterrâneo? Ah como diz o povo, "não me fodam" . Eu já me encontrei com mais de meia dúzia de pessoas e nunca o fiz num parque de estacionamento subterrâneo...

O que quero dizer, não querendo com isto deitar as culpas todas ao falecido, é que aquilo que viram, é um caso em 1000 que também se proporcionou por que a escolha do local, par além de ser parva, foi provavelmente pensada com o simples intuito de, parafraseando o povo novamente, "dar umas trancadas".

Não atirem areia ara os vossos olhos gente.

E A Saga Do Portátil Chega A Um Final [SUPER] Inesperado


Como diria Jack, o Estripador. vamos por partes.
Ontem de manhã, volto a ligar para o apoio a clientes da Worten [outra vez] e dizem-me que o melhor é ligar para a loja do Norte Shopping visto que ali a informação que tinham era a mesma de sempre: estava a ser reparado.


Mais de três telefonemas para conseguir ser atendido? Que máximo! Mas eis que uma alma me atende o telefone e eu explico a lenga lenga toda [outra vez].


" - Ah e tal não sei quê, estámos à espera do monitor, e isso é culpa do fabricante blah blah blah Whiskas Saquetas."

Pronto, rendido às evidências, mandei a senhora abaixo de Braga [estou a brincar não mandei nada] e fui chorar para o quarto [sim, também estou a brincar].


Mas eis que, controlem as vossas hormonas, me ligam na mesma tarde! Na mesma tarde, só para clarificar as vossas mentes obliviadas!

"  - Ah e tal não sei quê, nós já temos aqui o monitor [off - então senhor, tem ou não tem? bah] e já fizemos os testes todos e não é do monitor. Provavelmente [nem têm a certeza do que é, se fosse para saber se eu estava grávido provavelmente decidiam-se mais depressa] é o conector da motherboard com o monitor [nesta parte eu tive de parar e usar o google translator por que aquilo para mim era chinês] e essa peça fica-lhe por cerca de 320 euros [olha que baratinho hein?] e mesmo assim não lhe garanto que a consigamos arranjar visto que o seu portátil não é recente [wtf, tem quatro anos! havia de ver a lata que eu dei a um primo meu, aquilo é que era um verdadeiro mausoléu!]".

Resumindo e concluindo, tanta merda [é mesmo] e o assunto ficou na mesma. Provavelmente vou buscar o dito cujo amanhã e depois vê-se. Pode ser que o Pai Natal [ou seja eu] me dê um no  Natal com as réstias dos meus ordenados.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Cassadee Pope - Frame By Frame [Review]


Data de lançamento: 8 de Outubro [Estados  Unidos]
Estilo: Country
País: Estados Unidos
Classificação: 

Tracklist [Deluxe Edition]:
01 Good Times
02 Champagne
03 Wasting All These Tears
04 I Wish I Could Break Your Heart
05 Everybody Sings
06 You  Hear A Song
07 This Car
08 One Song Away
09 Easier To  Lie
10 11
11 Proved You Wrong
12 Edge Of A Thunderstorm
13 Cinematic
14 Good Times [Acoustic Version]
15 Wasting All These Tears [Acoustic Version]

Quando em 2005 "Some Hearts" marcava a estreia de Carrie Underwood ninguém poderia imaginar que passados oito anos a fórmula seria tão descaradamente copiada por uma conterrânea.
Para aqueles que conheciam a carreira de Cassadee nos Hey Monday e a solo este álbum apresentou uma cantora totalmente diferente da que conheciam e é-o deveras. Com as tendências delineadas desde a sua participação no talent show "The Voice" o propósito deste álbum foi, mais do que qualquer outro, firmá-la no território country-pop.

"Frame By Frame" conseguiu-o mas o material aí presente não e digno de figurar no topo do que quer que seja. Enquanto que o primeiro single "Wasting All These Tears" parecia prometer uma power-pop minimamente credível, temas como "Good  Times"; "Champagne" ou "Everybody Sings" poderiam ter sido cantados por qualquer outra menina do território country, assim como outros temas do mesmo álbum. 

Existem momentos minimamente interessantes como a balada "11" "Edge Of A Thunderstorm" ou as versões acústicas presentes na edição deluxe mas nada consegue passar a credibilidade que seria pedida a uma artista que já não é nova nestas andanças. E, falando da artista em si, não esperem um grande desempenho vocal da parte de Cassadee. Longe de ser má, a sua voz não é metade daquilo que querem fazer dela e das poucas vezes que tenta ultrapassar o comum dos acordes [como em "Everybody Sings" ou "One Song  Away"] o resultado fica muito aquém daquilo que seria de esperar.

"Frame By Frame" é o típico álbum inofensivo que poderão ouvir e até mesmo gostar. Mas isso não significa que seja um bom álbum.


"Wasting All These Tears" é o primeiro single de "Frame By Frame".

Diana Vickers - Music To Make Boys Cry [Review]


Data de lançamento: 13 de Setembro [Irlanda]
Estilo: Synthpop
País: Reino Unido
Classificação: 

Tracklist:
01 Music To Make Boys Cry
02 Cinderella
03 Lightning Strikes
04 Dead Heat
05 Boy In Paris
06 Mad At Me
07 Smoke
08 Mr. Postman
09 Better In French
10 Blame Game

É-me difícil criar um distanciamento para fazer uma review de um álbum pelo qual esperei mais de dois anos. Entre mudanças de editora, adiamentos e alguns leaks na internet "Music To Make Boys Cry" parecia nunca mais ver a luz do dia. Mas os milagres acontecem e a editora SO Recordings fez o favor de ser o santo de serviço.

Para aqueles que seguiram a demanda deste segundo álbum a tracklist do mesmo apresenta-se bastante insípida. Oito dos dez temas que aí  figuram já tinham sido dados a conhecer em concertos que a cantora tinha feito no decorrer do período acima citado, portanto, a menos que fosse a primeira vez que ouvissem falar da senhora Vickers este seria um álbum com pouca coisa nova para oferecer. Mesmo assim, ouvir esses temas com uma roupagem "a sério" conseguiu deveras tirá-los do antro de mediocridade no qual pareciam inserir-se ao vivo. 

A mais valia de todos os temas é que definitivamente formam um todo homogéneo e no entanto variado. Longe de se poder falar de um álbum conceptual [embora se possa ter o título como a metáfora perfeita para tal] o ambiente dos temas afasta-nos efectivamente da bubblegum pop que se ouve nos dias de hoje [mas longe de ser a revival pop que Diana almejava que fosse]. À falta de uma balada propriamente dita, "Smoke" é o tipo de power-ballad que é um dos melhores temas do álbum [a meu ver].

Muitos críticos tiraram o chapéu à parceria da cantora com Miranda Cooper [parte da dupla Xenomania] e eu fâ-lo-ia igualmente se o usasse. A historinha das cantoras pop já está mais do que feita, é preciso saber contá-la de maneira diferente, e esses dez temas fazem-no na perfeição. E se há algo que este álbum pode oferecer é identidade. Quem seguiu a carreira da cantora dentro e fora da música sabe que estes temas são a sua cara e não o rosto de outras 1001 cantoras pop.

Perseguida pelo fantasma de ex-concorrente do X-Factor, Diana teve direito aos seus cinco minutos de fama com "Songs From The Tainted Cherry Tree" sendo que o desempenho comercial deste segundo álbum ficou muito aquém do primeiro. Mas o material, esse, oferece muito mais qualidade efectivamente. Para aqueles que não conhecem o trabalho da cantora, aconselho vivamente.


"Music To Make Boys Cry" alcançou o nono lugar na tabela de vendas independente no Reino Unido.