quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Palavras Para Quê?

Quando se percebe que se está diante alguém que nos enche a alma,não são precisas palavras. Tudo nele me lembra a pessoa de quem gosto, fisionomia, maneira de agir, tudo. Não consigo pura e simplesmente desassociar um do outro, de quem gosto realmente, até que ponto vejo algo que não está lá. Porque é que a vida dá algo que nunca será meu? Porque é que insiste em colocar provações em tudo acaba em derrota? O prazer dos bons momentos esfuma- se com a lembrança de que tudo acabará mais cedo ou mais tarde. Tenho vontade de prolongar essa sensação, saber que, por alguns momentos tenho perto de mim, o que procuro noutros sítios inacessíveis de momento. Se o desejo fosse palpável e visível através dos olhos já estaria descoberto á muito tempo, portanto das duas uma:
Ou não há desejo,
Ou eu sou muito bom actor.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Quem Dá, Também Tira

Tenho alguém que me deu tudo. Tudo e mais alguma coisa. E, ao aceitar o que me dava tinha a opção de aceitar ou não. Aceitei e, se me sinto afortunado por aquilo que «tenho» por outro lado fiquei condicionado. Fiquei condicionado á sua imagem, á sua personalidade, algo que não sei se conheço realmente, mas que idealizei. E, esse ideal persegue toda e qualquer pessoa que comigo se cruze. Já não sei se admiro as pessoas pelo que realmente são ou por aquilo que vejo nelas que me lembra essa pessoa. Estou a ficar cada vez mais longe de ter essa pessoa e qualquer outra que com ela se pareça. Não consigo distinguir a realidade da ficção e qualquer pequeno gesto pode significar muito, assim como pode estar tudo á minha frente e eu não ver um palmo á frente do nariz.
Quem nos dá o mundo também muda a nossa percepção do mundo. E o meu está muito mudado.
Para o melhor e para o pior.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Renegar o Que Somos (Utopia)

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«Why Does It Have To Kill The Ideal Of Who We Are?»

Acho que esta pergunta deveria levar- me a repensar a minha vida. Porque é que tenho de desistir de quem sou em prol dos outros? Para ser melhor do que eles? Para ser igual a eles? Ou ser eu mesmo? A vergonha não ajuda ninguém, a menos é claro que encontremos alguém que veja nela uma qualidade invejável e nos queira para todo o sempre. Essa simples pergunta continua a ecoar na minha cabeça. Porquê? Porquê renegar? Porquê mudar o nosso mundo por alguém que não muda nada por nós? O mundo ideal, é o que é, uma Utopia.

domingo, 27 de setembro de 2009

«Agora usa- se»

Agora usa- se. Ponto. Esta frase serve para se achar fantástico o que ontem era horrível, para normalizar a anormalidade, e as pessoas acreditam mesmo que as coisas passam a ser normais a partir do momento em que as pessoas as usam em grande número. Se, há uns anos era impensável andar com «panos da loiça» ao pescoço agora é o que se vê e as pessoas acham muito interessante, não porque a vida lhes disse o motivo para admirarem tal facto mas sim porque as pessoas usam. E quem somos nós para ir contra o que as pessoas pensam? Povinho de Portugal era capaz de andar vestido de palhaço se lhes dissessem que era o último grito.
Agora também se usa dizer- se que é gay/bi, dá um ar cool as pessoas não sabem muito bem o que estão a dizer, mas está na moda. E, assim como há aqueles que não sabem o que dizem, há aqueles que sabem o que querem e são apanhados no meio da estrumeira. Metem tudo no mesmo saco e assim fica o povinho feliz, uma cambada de freaks para ostracizar na próxima ida á televisão, a um dos programinhas reles que mais não fazem do que afirmar a sua inutilidade.
Agora também se usa dizer- se «amo- te» por tudo e por nada. E por isso tudo isto perde o real significado. Tantas coisas que sou, que quero dizer, e que a sociedade fez o favor de tornar moda, algo que um dia destes irá parar num contentor perto de si...

sábado, 26 de setembro de 2009

Obsessão

Por muito que se tente dar um sentido minimamente normal á vida há coisas que fogem ao nosso controlo. O controlo que tentámos ter das coisas acaba por ceder, mais cedo ou mais tarde. E, se o que fazemos depois não é certo, aquilo que se sente na altura é- lo mais do que dois e dois serem quatro. Mas, nem todas as contas são tão fáceis de fazer e chego a uma altura em que não sei realmente o que dizer para poder que o que sinto é normal. Pior do que não ter um objectivo é viver para um outro que não atingimos por muito que tentemos. E, quanto mais se tenta mais longe se fica e, em prol da distância há que recorrer a outros meios. E, que meios acabam por aparecer? O que queremos ver manifesta- se num pouco de tudo, num pouco de todos. Não sabemos se realmente vemos o que realmente lá está ou então aquilo que queremos ver. Os olhos enganam, enganam mais do que o coração. O coração obcecado consegue manter mais controlo sobre si próprio do que um par de olhos que tudo vêm. E, por muito diferentes que sejam estes dois elementos acabam por juntar- se. Aquilo que vemos, verdadeiro ou não, afecta o coração. Não sei se realmente vejo coisas que me fazem sentir o que sinto, ou se é a visão de quem quero ter que me faz procurar em cada pessoa um pouco dele. E, por ver a vida em bocados, essas pessoas não são, após um minuto ou dois de observação, mais bonitas, mais importantes, mais interessantes do que aquela em quem se pensa quando se olha para elas.
Impede- me de viver a minha vida, de perceber o que realmente quero, de aproveitar uma saída de algo que não tenho a certeza de querer sair.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Espectáculo da Dor

No que toca á dor, basta dividir as pessoas em dois grupos: as que sofrem, e as que fazem sofrer.
E, não é novidade para ninguém que há uma quantidade de pessoas que fazem sempre a gentileza de nos porem a par da sua dor, não para que nos compadeçámos delas mas sim para nos fazerem sentir infelizes por não termos nada para nos queixar. Claro que é possível dar- se diversos nomes a essa atitude, mas de momento só me ocorre um: infantilidade.
Mas, ao contrário das crianças, os que nos fazem sofrer por coisas que não têm necessidade disso, fazem isso propositadamente.
E, aí é que reside o verdadeiro espectáculo que, quando o vivo parece um drama, mas que no final de contas não passa de uma grande comédia.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Sinal De Demência

Sim, até os mais lúcidos dão sinais de demência e sim, também começo a dar os meus. Á primeira pessoa que me apareceu que me parecia reencarnar nela tudo o que eu procuro á tanto tempo, pimba! É doentio. Doentio pois pior do que enganarmos os outros é enganarmo- nos a nós próprios. E a troco de quê? Quem queremos nós enganar quando fingimos prescindir de tudo que até agora nos enchia a alma só porque achamos que há outro alguém que nos enche e está mais perto de nós?
Essa demência vai trazer problemas, quanto mais não seja se for permanente poderei finalmente dizer que fiquei louco de amores. :D

terça-feira, 22 de setembro de 2009

A VIDA É UMA MERDA!

Não, não é mais um texto de um pseudo-rebelde que anda com caveirinhas e com casacos de xadrez. É um texto de alguém que, num dia não tem nada e que depois tem tudo. Alguém que abdicou de amar outro alguém em prol de um terceiro e que agora se vê confrontado com um reencontro. Não acredito, simplesmente não acredito. Não consigo ficar feliz com este reencontro, sinto nojo. Nojo!. Nojo pelo que sofri, pelo que abdiquei, tudo teria sido diferente. Não sei se realmente é a pessoa em si que provoca em mim tal efeito, não a consigo odiar, mas seria capaz de lhe bater por tudo o que me fez passar. Porquê? Estava morta e enterrada e cumprimenta- me como se nada fosse, não sabe, não faz ideia da quantidade de vezes que pensava como seria se estivissemos juntos. E agora? Apenas vejo nela a pessoa que me levou a gostar de quem gosto agora, de sofrer o que ainda sofro, de pensar todos os dias que a minha vida é uma merda.
Há reencontros bonitos na televisão, mas infelizmente isto é a vida real, por muito que pareça um filme!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O Mundo é Pequeno (Ou Grande Demais)

Regra geral, nunca estamos com quem queremos estar. Por isso, qualquer outra pessoa que venha por acréscimo só nos faz pensar no que gostaríamos de ter e não temos. Porquê? Se o Mundo tem x kiómetros, porque é que só os atravessam as pessoas erradas? Será que tem a distância que queremos que ele tenha? Por mim, essa distância seria encurtada enquanto o diabo esfrega um olho. Os olhos sentem tanto como o coração, é quase impossível sentir- se sem se ver quem queremos sentir para o resto dos nossos dias.

domingo, 20 de setembro de 2009

Música/Estado de Espirito IV

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Phantom Of The Opera- Think Of Me

Think of me think of me fondly,when we've said goodbye. Remember me once in a while - please promise mey ou'll try.When you find that, once again, you long to take your heart back and be free -if you ever find a moment,spare a thought for me ...We never said our love was evergreen,or as unchanging as the sea- but if you can still remember,stop and think of me ...Think of all the things we've shared and seen- don't think about the things which might have been ...Think of me,think of me waking, silent and resigned.Imagine me, trying too hard to put you from my mind. Recall those days,look back on all those times, think of the things we'll never do- there will never be a day, when I won't think of you ...We never said our love was evergreen,or as unchanging as the sea- but please promise me that sometimes you will thin kah-ah-ah-ah-aaah -of me!

Por vezes, não se pode pedir mais á pessoa de quem gostámos do que pedir- lhe apenas que se lembre de nós... Também eu peço isso e espero que haja um momento em que possa pensar em mim.

sábado, 19 de setembro de 2009

Acabar/Continuar

Não sou masoquistas nem entendo porque o são certas pessoas, não vejo prazer na dor, por muito instrutiva que ela possa ser. ás vezes pergunto- me se será melhor sofrer- se por um momento de prazer ou viver um momento de prazer e sofrer- se o resto da vida.
Há sempre alguém que nos faz querer sofrer. Alguém que nos magoa, mas que nos anima. Alguém que significa muito para nós mas para quem nada significámos. Alguém que parece viver num mundo aparte e no entanto é todo o nosso mundo.
Arrastar situações irremediáveis de que adianta? Sei que é preciso mais do que falar para conseguir abdicar de tudo o que quero fazer. Mas, se abdicar o que me resta? Nada. E, pior do que sofrer por algo que aconteceu por acaso, é sofre por vontade própria. Não quero sofrer, mas cada vez mais sinto que neste encontro há apenas um interesse unidirecional. Acabar, continuar? Quero muito continuar, mas não sei como irá acabar. E, esse é o meu medo e o meu alento.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Parecenças

É incrível como num dia perfeitamente normal se conhece alguém que assume a forma de toda a nossa admiração até ao momento. Igual sem tirar nem pôr. Quando reparo bem nas parecenças só me apetece deitar para trás tudo o que vivi até agora que em pouco ou nada deu e atirar- me de cabeça a esse alguém que mais do que eu, tem idade para ter juizo e está numa posição bem mais complicada do que a minha!
Não sei se ás vezes por tanto se pensar se acaba por transferir para os outros aquilo que desejávamos ver noutra pessoa. Pensar que podia tentar agora e nunca mais andar á procura, tentar agora e nunca mais ter de tentar, tentar agora e levar com tudo em cima. Ás vezes um banho de realidade faz tanto ou melhor do que um pouco de água. Espero é não levar com vários baldes de água fria.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Possessão

Não sei se este é o termo correcto para exprimir o que me vai na alma, mas algo muito parecido deve ser de certeza. Não acredito que alguém consiga possuir outrem, visto que cada um é dono apenas de si mesmo, sendo que mesmo numa relação se tem a falsa sensação de posse que mais cedo ou mais tarde se demonstra ser uma grande mentira, pois ninguém é de ninguém. Por tudo isso é que me sinto tão, não sei, infantil, estúpido, invejoso, não sei acho que esgotei todo o rol de adjectivos que poderia dar á minha pessoa. Mas, o que interessa é que, por muitos adjectivos que eu encontre, por muitas voltas que tente dar ao assunto de forma a suavizar o que quero realmente, não vale a pena. Não vale a pena pois sei o que realmente quero. Quero possui- lo. Quero mesmo. Não aquele tipo de posse que afecta uma das partes, quero que faça parte de mim, quero sair daqui meter- me num avião e ir ao seu encontro. Não passam de cenários e quero mesmo acreditar que um dia se realizará. Se a sensação de ser possuído for equiparável á de se querer possuir, então deve ser destruidora. Mas destroi apenas as coisas más :)

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Cegueira Intencional

Quando estamos completamente vidrados em alguém/alguma coisa é vulgar dizerem que não vemos mais nada á frente. Finalmente percebi o verdadeiro significado dessa expressão. Não sei o porquê de gostar de quem gosto, ou melhor sei, mas não é algo que possa efectivamente fazer dessa pessoa um ser superior aos outros. Acredito que, num namoro, noivado, acha- se sempre o conjugue o mais bonito á face da Terra, mas, por outro lado, não há volta a dar quanto a admitir que há pessoas bem mais bonitas do que aquela que temos ao nosso lado. Ao longo do dia vejo muita gente, pessoas que realmente têm o seu «quê» de interessantes, mas no entanto tudo me parece demasiado, não direi feio, talvez desinteressante. Como disse anteriormente, não considero essa pessoa a mais... no que quer que seja, mas posso garantir sem ter medo de me enganar a mim próprio, que é quem mais me enche a cabeça.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Prescindir do Futuro

Por muito que me sinta sozinho e por muito que anseie pela companhia de alguém, não consigo perceber certas decisões tomadas em prol da suposta «amizade». Custa- me a acreditar que, num meio tão pequeno tantas pessoas tenham a mesma, ah, vocação? Já escreveram um livro cujo titulo era: Não Há Coincidências.E eu também acredito nisso. Como já disse anteriormente, já não abdico de nada por praticamente ninguém e acho ridículo que se prescinda de um futuro só para estar com os ah.... amigos? (raramente uso esta palavra...)
Bem, pelo menos o Sócrates vai ter concorrência de peso, visto que só aqui na minha aldeia há mais engenheiros do que obras.

domingo, 13 de setembro de 2009

Dos 8 aos 80

A vida tem planos bem estruturados do ponto de vista de quem os faz, não de quem os vive. Saio de um momento de puro relaxamento para um replecto de problemas. São tantos que cada direcção não me oferece uma saída mas uma entrada para um novo dilema. E, daqui a alguns dias todos esses problemas serão esquecidos e seguirei em frente. Porquê? Porque é que há necessidade de surgir tudo ao mesmo tempo? De me obrigar a viver num dia o que deveria ser vivido num mês? Quero viver uma vida minimamente agitada, mas não assim...

sábado, 12 de setembro de 2009

Esperar o Nada

Mais um ano lectivo que começa. Acho que é o que menos expectativas me traz. Como já escrevi aqui, já não acredito em grandes mudanças. Já não acredito que as coisas mudem, que encontre alguém. Certo é, que se eu não me encontro receptivo, elas provavelmente não ocorrerão. Mas a questão é, serão realmente mudanças duradouras?
Alegra- me (embora me entristeça imenso por vezes) admitir que já encontrei o que procurava, mas mesmo assim estava sempre desejoso por algo mais. Agora sei que não há mudanças de 180 graus nem grandes reviravoltas, em que os vilões se tornam heróis e vice versa. Tenho a cabeça de tal maneira cheia de preocupações, que a única coisa que anseio realmente é que não corra tudo para o torto.
Acho que não esperar nada não é ser- se negativo. É ser- se realista.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Inveja

Para mim a inveja não é algo necessariamente bom ou mau. Faz parte da vida. Ao longo do tempo aprendi a valorizar o que tenho e concentrar- me no meu caminho, que é só meu e abstrair- me das restantes vias que se cruzam comigo. É inevitável por vezes olhar e verificar que x ou y tem conseguido melhores resultados na sua jornada e não fico feliz por eles. Mas não os invejo. Não acredito no destino mas acredito que há caminhos que não foram desenhados para serem trilhados por toda a gente. Devo continuar a seguir o meu. Irei ver muitos passar- me á frente, irei ver outros ficarem para trás, mas estou tranquilo. Sei aquilo que valo e assim o devem saber todos os os outros.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Fuga

Enquanto vivo restringido ao meu quarto sou feliz. Tenho tudo o que quero, não aturo quem não quero, e, acima de tudo, sou feliz. Mas, lá fora, cada vez mais me fazem perder a vontade de lá estar. Estou cansado dos olhares carrancudos, das zangas que, no fim não passam de mera estupidez, da quantidade de vezes que ouço gritos quando esses não são precisos. Chega.
Quero sair, quero enfiar a cabeça nos livros e só a retirar quando tudo aquilo desaparecer.É incrível como as pessoas conseguem transformar o paraíso num verdadeiro inferno.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

O Primeiro Passo

Acredito que, se não vivermos as nossas vidas, ninguém as vive por nós. Mesmo que nem sempre seja possível, por muitos momentos que desperdicemos, devemos sempre tentar viver ao máximo. Com apenas 19 anos há já muita coisa que me arrependo de não ter feito. E, há uma quantidade de coisas que quero ainda fazer mas que me deixam completamente paralisado. Tenho medo de muita coisa, e, se para os assuntos banais, sou sempre o primeiro a tomar partido, noutros mais importantes, fico sempre á espera que tomem o primeiro passo. Sei que, assim como aqueles que morrem sem fazer o que desejam, mais cedo ou mais tarde me arrependerei de não ter agido quando tinha hipótese. Mas o medo da rejeição é muito grande. Por muitos amigos que se tenha, por muito forte que se seja, a rejeição é algo que custa suportar. Mesmo para quem a suportou toda a vida. Acho que a primeira vez é sempre a que agora se vive, não se aprendeu nada do passado. Ou então, será esta a verdadeira decepção, pela primeira vez na vida. Tenho sempre medo daquele «síndrome da lapa», mas, se é o que realmente quero, porque não? Ás vezes penso que, se não avançar, essa pessoa também não avança e assim se continuará até algum de nós ter coragem para se levantar e dizer «Sim, eu quero, vou lutar por isso» . Poderia fazer uma abordagem casual, sublime, mas do que me serve? Digo o que penso, mas, se o faço, não será mais nada senão uma conversa em que me limitarei a mostrar o meu espólio de fantasias não realizadas e que poderia realizar com essa pessoa. Será que, quando pensámos muito em alguém, de alguma forma, essa pessoa conseguirá sentir algo, uma força, um pensamento? Acho que ser assim me anda a deixar mais maluco do que aquilo que já sou. Alguns passos custam tanto para serem dados que parece que são os primeiros que damos sobre o mundo. Mas, quando esses passos são para a pessoa de quem gostámos, entre ela e o mundo nãoassim tanta diferença pois não?

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Música/Estado de Espirito III

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Kamelot- Love You To Death

When they met she was fifteen Like a black rose blooming wild And she already knew she was gonna die "What's tomorrow without you? This is our last goodbye" She got weaker every day As the autumn leaves flew by Until one day, she told him, "This is when I die" "What was summer like for you?" She asked him with a smile "What's tomorrow without you?" He silently replied She said, "I will always be with you I'm the anchor of your sorrow There's no end to what I'll do Cause I love you, I love you to death" But the sorrow went too deep The mountain fell too steep And the wounds would never heal Cause the pain of the loss was more than he could feel He said, "I will always be with you By the anchor of my sorrow All I know, or ever knew, Is I love you, I love you to death" "What's tomorrow without you? Is this our last goodbye?" [Solo] "I will always be with you I'm the anchor of your sorrow There's no end to what I'll do Cause I love you"

Não comando a minha vida para dizer que amarei alguém até á morte, mas posso dizer que quando amo, amo com toda a minha vida. E, é por isso que nestes dias ando meio morto.

Acarretar Culpas

Acho que eu, como muita gente por esse mundo fora, tendo a acarretar as culpas que não são minhas. Algo corre mal, um problema, uma discussão, e parece que a culpa é, directa ou indirectamente minha. Muitas foram as vezes que assumi a culpa que não era minha só para ficar de bem com certas pessoas. Muitas dessas pessoas não sabem dar o valor. E, de certa forma isso acaba, de uma forma ou de outra, por ajudar. Ajudou- me a perceber que já tenho problemas suficientes para assumir mais encargos. Ajudou- me a perceber que, por muito que tentemos não as conhecer, há sempre alguém que se tenta aproveitar de nós e levarmos a fazer o que não queremos. Se há uma culpa que acarreto por causa desse tipo de gente é a de não lhes ter dito o que devia na altura própria. Pena, o tempo não volta para trás. E eu também não.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Regressar á Realidade

As férias estão quase a terminar e sei que irei abdicar de muita coisa que agora me enche a mente. Será realmente difícil. De momento tudo o que está fora do que penso parece- me distante, sem importância, e não quero regressar a isso outra vez. Sei que voltarão os problemas, as preocupações, e, tudo o que penso agora será remetido para um plano secundário, e, simplesmente não consigo pensar nisso. Queria adormecer e só acordar quando realmente tivesse a certeza de que um dos dois mundos era uma ilusão.

Música/Estado de Espirito II

Mesmo sabendo que não fui abandonado, sinto- me bastante só, nâo porque me deixaste, mas porque não posso passar todos os momentos contigo e sei que isso é impossivel.


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Kamelot- Abandoned (Live)

Once my life was plain and clear I recall Once my ignorance was bliss Nightfall came Like a serpent's kiss To my troubled mind Why my God Have you abandoned me In my sobriety Behind the old facade I'm your bewildered child So take me cross the river wide Binding promises were made On my soul Grand illusions lead astray Ice cold winds swept my heart away Bring me back to you [Helena] I remember a song Like in a dream Where September was long And winter unreal Why my God above Have you abandoned me In my sobriety Behind the old facade I'm your bewildered child So take me cross the river wide

Quantas e quantas vezes perguntei porque tinha sido abandonado, e, mesmo contigo, tenho sempre medo de te perder. Acho que o medo é a pior coisa com a que tenho de lidar quando me refiro a ti. Tudo o resto, acho que é dificl dizê- lo em miseras linhas.

domingo, 6 de setembro de 2009

Resumo de Um Sentimento

Nem parece que te conheço, irá fazer quase um ano! Ao longo deste ano, tive os meus altos e baixos, não chorei, mas sofri, ainda sofro. E, apesar de o sofrimento turvar os meus pensamentos há os momentos de lucidez em que me mentalizo de tudo o que passo contigo, o que passei, e o que posso esperar. Não é no relativizar que perdes importância, pois essa só a irás perder quando nem me der ao trabalho de relativizar algo sobre ti.
Voltando ao inicio, durante praticamente o ultimo ano, mentalizei- me que:
- Posso passar um dia inteiro a pensar em ti, e passar semanas sem o fazer;
- Posso viver sem ti porque sei que mais cedo ou mais tarde irás voltar:
- Posso ser tão irreal para ti como tu o és para mim;
- Posso abdicar de um prazer maior para estar contigo mas sei que o mesmo não acontece contigo
- Posso não te conhecer realmente, mas consigo acreditar que não me mentes e que acima de tudo, tentaste ser realista em tudo o que me disseste
- Por muito que eu não queira sofrer mais, ainda me continuas a dar alegria e não consigo prescindir dos momentos que passo contigo para procurar algo melhor.
Acima de tudo, sei as respostas que daria se me perguntasses:
Amas- me? Não, mas sinto por ti algo que nunca senti por ninguém
Sofrerias por mim? Sofro por ti, mesmo que o mesmo não se passe contigo
Queres ter- me? Quero, é o que mais quero, mas não de mão beijada.
Acima de tudo, adoro- te e, qualquer coisa que diga para provar o contrário, seria mentira.
Adoro- te.

sábado, 5 de setembro de 2009

Mudar Por Alguém

Desde há algum tempo que não mudo por causa de terceiros. Muito tempo mesmo. Aprendi que, nem sempre o que achamos o melhor para eles, é o melhor para nós e, na realidade não sentia grande prazer nessas mudanças, porque, por muito que as provocasse de certa forma não alcançava algum tipo de realização pessoal.
Agora é diferente.
Há sempre alguém que muda um ciclo vicioso e que traz alguma coisa nova para uma vida monótona. Não quero mudar para lhe agradar, mudo porque sei que, quando falamos, sou eu mesmo que estou ali e que consigo ser mais do que aquilo que sou no dia a dia.Nunca me pediu que mudasse, não me disse que esperava outra atitude da minha parte, simplesmente aceitou- me como eu sou e estou- lhe muito grato por isso.
Há pessoas pelas quais vale a pena mudar.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Música/Estado de Espirito

É incrível como há músicas que reflectem na perfeição o nosso estado de espírito, e, que nos fazem pensar no que realmente sentimos de momento e, por uma fracção de segundo temos pelo menos a sensação de que não somos os únicos a passar pelo mesmo.


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How well I remember all those moments when we touched But memories are all I have left hE took you away from, took you away from me I'm dying to love, I'm dying to live again Dying to love, to follow you Dying to love, my life I shall give I am dying to love, to finally live again Time moves on without me As I yearn for this to end How long must I bleed in this life When there's nothing to bleed for, nothing to feel anymore I'm dying to love, I'm dying to live again Dying to love, to follow you Dying to love, my life I shall give I am dying to love, to finally live again I'm dying to love, I'm dying to live again Dying to love, to follow you Dying to love, my life I shall give I am dying to love In death I will live again, live again, see you again, again

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Mudanças (In)Desejadas

Por vezes, para tentar preencher uma vida vazia, tenta- se de tudo. Mudar é bom. Porém, quando se muda apenas por nada mais ter para fazer, não é uma mudança que preveja uma longa duração, presumo eu.
Dizer que, afinal posso estar enganado, que afinal consigo gostar de algo que até bem pouco tempo não gostava soa- me a falso. Não que me sinta a mentir a mim mesmo mas, sinto que apenas mudo para sentir que faço algo em vez de apodrecer sem nada fazer. Porém, enquanto esta mudança está no seu auge não me queixo.
Não há mal nenhum em mudar- se. Nem que seja por umas miseras semanas.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Ser ou Não Ser

Sou a mesma pessoa para toda a gente. Porém, não sinto necessidade de estar em constante divagação interior, gosto de me divertir, contar piada, enfim, ser uma pessoa dita normal. Ao longo da vida tem havido pessoas com as quais criei afinidades mas a maioria parece criar uma espécie de aversão á minha pessoa. E, como a maioria, acabo por pensar que, me dou melhor com as pessoas com quem convivo ocasionalmente, do que com as que encontro no meu dia-a-dia. Chego mesmo a ser elogiado por esse pequeno grupo de pessoas e fico deveras confuso. Será que, ao longo da minha vida me tenho cruzado sempre com as pessoas erradas? Ou terei uma espécie de máscara que uso em cada caso especifico? Creio que, sou a mesma pessoa para todos e, isso leva- me a colocar uma questão:
Serei o que todos odeiam ou que alguns admiram?
Não sei.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Ajuda? Aqui Nâo

Acho que, como a maioria das pessoas, gosto de fazer as coisas por mim mesmo sem necessitar da ajuda de terceiros, não por orgulho, mas por amor próprio. Mas, assim como todos os outros, também tenho momentos em que preciso de uma palavra de apoio. Onde é que ela está? Perdida de certeza. Porque quando as coisas correm bem, não se diz nada, porque supostamente, a obrigação das pessoas é fazerem TUDO bem. Mas, quando as coisas correm mal, do que precisam todos? De uma palavra de apoio ou de um balde de água fria? É importante não distorcer a realidade, isso em nada ajuda, mas torná- la pior do que aquilo que já é, é ainda pior. Não sei porque continuo á procura de aprovação de alguém que nunca vai estar bem com a vida que tem. Para certas pessoas eu vivo num casulo. Mas há muito tempo que aprendi a voar e não se deram ao trabalho de reparar nisso.